sexta-feira, 29 de julho de 2005

CASA DA MÃE JOANA E OUTROS CONTOS...

E quando eu digo que minha casa é a Casa da mãe Joana ninguém acredita! Provas? Pois bem...

Ontem, por volta das 18h00, chego em casa da faculdade, como todos os dias da minha rotinada vida severina, e encontro a querida e amada mãezinha salve salve! na cozinha...Faço um árduo exercício que fatalmente deixa uma pessoa sedentária como eu sem qualquer fôlego remanescente (subir as escadas) e encontro meu irmão e... um amigo.

O irmão e o amigo estavam no computador brincando com o novo (e pop) i-Pod do amigo.

O amigo ficou para jantar (sem qualquer embaraço ou convite).

Até aí tudo bem. Nenhuma novidade. Com exceção a uma conversa bastante peculiar entre os meninos, sobre a qual eu não tomei parte (e preciso contar!). Era a seguinte:

" - Qual é o nome daquele cara que conta fofoca no programa da tarde?
- Ah, tem dois , não tem?
- Tem sim...mas qual o nome? Eu sei que os dois são Leão alguma coisa...não é isso? Tem dois Leão na TV...
- Ah, claro que tem! Um Leão é o Leão Lobo, e o outro Leão é o Nelson Rubens...
- Sabia que tinha dois Leão..."

...e continuaram jantando sem perceber o absurdo da conversa que tinham tido...

Bom, piadas sem graça e nonsense a parte, caminhemos para a parte chave e título desta anedota.

Após a janta, saí de casa para prestar uma ilustre visita uma amiga que ha muito não via, e voltei 1h depois. Entro em casa, nova tortura rumo ao primeiro piso (subir as escadas) e vi a mesma movimentação no computador. Entro na sala e... encontro duas pessoas que não fazem parte da família e que muito menos possuem minha consideração: o amigo do irmão que tinha ficado para jantar e outro amigo do irmão. E só.

Agora, imagine a seguinte narrativa com os dois fulanos vidrados no computador e no i-Pod e a interlocutora aqui parada na porta com cara de "?" e não sendo nem um pouquinho levada a sério.

" - Cadê meu irmão?
- Saiu. Foi pra São Paulo com o Rodrigo.
- Oi? Fazer o que a essa hora em São Paulo?
- Sei lá. Foi num bar acho.
- E vcs tão fazendo o que aqui?
- Não tá vendo? Usando o seu computador.
- Ai é? E vão ficar até quando?
- Ah vai demorar. Tem mais um chegando.
- Mais um o que?
- Mais um amigo. Ele tá trazendo o i-Pod dele.
- Que bom. Quem é?
- Ah, vc não conhece. Viu, abre a porta pra ele a hora que ele chegar. Valeu Tatá!"

... e blam! A porta foi fechada. E é claro que eu estava do lado de fora.

Conclusão: o amigo, o outro amigo e o amigo dos amigos na casa da esquina da Belvedere (deixo bem claro que esta não pertence a nenhum deles), no computador. A interlocutora, com cara de c*... injustiçada, escurraçada e ignorada em sua própria casa! Só restou ir pra lareira com a Katarina, com o cobertor e com a cerveja (aaaaahhhh delícia!) assistir ER.

"E vê se os meninos precisam de alguma coisa!" disseram os supremos moradores da esquina da Belvedere. O que mais podem querer?

Mas é claro.

E até aí tudo bem. Nenhuma novidade. Alguém quer mais alguma prova?