quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Nos trinks

Dia desses andando pela Augusta quiseram tirar minha foto para colocar num site de moda.
http://oimoda.com.br/lookbook/talitta-albuquerque/


Ah eu fiquei me achando, né? A estilosa, cool, cult... Espalhei para os amigos e tudo e tal. Dá pra votar, deixar comentário...

Eis que eu entro lá na minha foto e vejo o seguinte comentário:

"PARA SER BONITA E SIMPATICA E DESFILAR BELEZA, NAO PRECISA COMPRAR NA OSCAR FREIRE. UM BEIJO TALITTA MEU AMOR,O PAPAIZINHO TE AMA."

Puta-kila-merda... É, definitivamente não nasci pra ser cool e cult...

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Fazendo amizades

E eu resolvi usar na balada a meia calça de oncinha que mamãe me comprou. Fiz uma produção meio básica: vestido preto, bota vermelha sem salto e a tal da meia.

A nova tradição pós-balada agora é ir comer sanduíche-íche de pernil no Estadão. É muito bom, barato, e sempre rende muitas risadas pois aquele lugar junta todo tipo de gente que habita essa cidade.

Então lá estava eu, no Estadão, procurando o banheiro para lavar as mãos, quando alguém me segura pelo braço. Olhei para a direita e eis que vejo: um travesti. Bom, até aí nenhuma novidade pra mim. O travesti estava ainda montado com sua maquiagem de balada, com muita purpurina e delineador nos olhos (achei lindo!), calça jeans e camiseta preta. 

Mas enfim, o que é que um travesti, naquela hora da manhã, ia querer comigo? Eis que a "fofa" me fala:

"Meu, eu estou usando uma meia calça igual a sua!"

O travesti levantou a barra da calça jeans e me mostrou que por baixo estava a meia calça de oncinha que tinha usado em uma performance naquela noite.

Bom, eu precisei me sentar ao lado dele (dela, nunca sei) e ficamos conversando e rindo. Os amigos chegaram, riram juntos da situação e ficamos todos alí interagindo.

Só mais uma noite de balada em São Paulo...

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

O nome do blog

Essa semana, durante um jantar, me perguntaram o nome do meu blog. Até aí, nada demais.

Mas o constrangedor foi ao dizer "Vampiros Emocionais" já ficaram empolgadinhos dizendo "Ai! Vampiros! Minha filha de 10 anos ama os vampiros! Lê os livros, vê os filmes, olha já ficou toda animada alí...". A pobre falou tanto que nem consegui me defender. O queixo caiu e eu tomei mais um gole da minha cerveja.

Oh God.

Pensaram que eu, euzinha, sou fã da Saga Crepúsculo.

Primeira coisa: não tenho idade pra isso, néam? Jura que você olha para uma marmanja feito eu, toda maquiada, montada numa produção moderna, com óculos de intelectual e ACHA que ela se interessa por vampiros adolescentes?

Segundo: o último filme bom sobre vampiros que vi e livros que li, ambos foram baseados nos romances de Anne Rice (que sabe escrever, diga-se de passagem), Entrevista com o Vampiro, do início dos anos 90. E só.

Terceira coisa: eu devia ter uns 13 anos quando ouvi esse termo pela primeira vez. Foi numa livraria Saraiva, numa tarde de sábado. Eu estava entediada e acabei topando com o livro "Vampiros Emocionais" de um psicólogo norte-americado chamado Albert Bernstein. Achei o título curioso e comecei a ler rapidamente os principais tópicos enquanto minha mãe comprava alguma coisa.

Para resumir, Albert Bernstein denomina de "vampiros emocionais" pessoas com sérios distúrbios psicológicos, que "sugam" a sua energia. 

"De dia ou de noite, o mundo continua a ter uma boa cota de habitantes mesquinhos, invejosos ou inescrupulosos, no lar, no bar, no clube ou no escritório. Bernstein descreve com detalhes os cinco tipos mais comuns de vampiro, alertando para suas características específicas e sugerindo estratégias de convivência segura. Um deles é o vampiro inconstante, aquele que não assume compromisso com ninguém e com nada, namora todo mundo e vive trocando de emprego. O narcisista se acha o máximo, obviamente, e adora pisar nas pessoas. Outros tipos são o teatral, o obsessivo e o paranóico, numa adaptação livre dos termos empregados pelo autor. Assim como os vampiros do cinema recuam diante de crucifixos, alho ou água benta, os vampiros emocionais sentem-se ameaçados por experiências comuns, como o tédio, a incerteza e a responsabilidade, Bernstein define. 

Todo mundo tem um pouco de vampiro, mas o problema começa quando vários atributos comprometedores se concentram numa mesma pessoa. O autor criou testes para ajudar o leitor a descobrir se está convivendo com criaturas das trevas. Há pessoas que se enquadram de imediato num dos tipos descritos. Outras são híbridas – misturam atributos de duas ou mais espécies. Um alerta decisivo é que não adianta tentar mudar o jeito de ser dos dráculas, porque eles possuem traços psicológicos muito arraigados. O máximo que se consegue é domesticá-los. E, ainda assim, convém manter aberto um dos olhos durante a noite. A única forma de torná-los inofensivos é sintonizar as próprias necessidades com as deles. Nesse caso, podem até se transformar em trabalhadores exemplares e companheiros amorosos. Mas a vigilância precisa ser constante. Basta que as necessidades entrem em ligeiro conflito para que tudo mude.  

Uma característica freqüente entre os vampiros emocionais é o poder de sedução. Nos primeiros contatos, sempre parecem mais interessantes que as pessoas comuns. São bons de papo e gentis, mas, quando se sentem impelidos a saciar a sede por sangue, são capazes de avançar no pescoço da própria mãe e de quem mais estiver por perto. A descrição de Bernstein vale tanto para o colega de trabalho que se acha o sujeito mais inteligente do mundo quanto para aquela vizinha que sorrateiramente vigia cada um de seus passos. Como as crianças de colo, os vampiros imaginam que os outros existem apenas para suprir as suas necessidades. Parecem adultos por fora, mas continuam bebês por dentro. "As estratégias mais bem-sucedidas no trato com os vampiros emocionais são precisamente as mesmas a que você recorreria com uma criança de 2 anos para definir limites", ensina Bernstein. Com a diferença de que os bebês não têm caninos afiados para enterrar em sua jugular." (Mauricio Oliveira, Veja Online)

Eu escolhi esse título para o blog pela brincadeira que faço de reparar e "analisar" situações e pessoas, que geralmente me irritam, irritam os outros, que nos sugam.

E só.

E eu achando que tinha cara de conteúdo...

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Conto de fadas moderno

Era uma vez uma mocinha de vinte e tantos anos moradora de uma cidade grande. Ela era bonita, independente, trabalhadora. Adorava moda, festas, filmes e arte.

Um belo dia a mocinha resolveu ir ao cinema de um shopping qualquer. Sem companhia para aquele dia particular no meio da semana, ela não se abalou e foi sozinha. Como de costume, ela comprou seu ingresso alguns minutos antes de começar a sessão e saiu pelo shopping a procura de suas guloseimas favoritas. Comprou um Chai Latte Tall para viagem, um muffim de banana com chocolate e jujubinhas.

A mocinha, apesar de se achar moderna, sai de casa sempre com uma bolsa enorme, blusa (pois o tempo em sua amada cidade é muito instável) entre outras tralhas pouco práticas, mas muito necessárias. Estava já à caminho da sala de cinema, e foi então, no meio do caos de segurar bolsa, blusa e guloseimas, que sacou a carteira para procurar o ticket do cinema quando uma moeda de 1 peso argentino (oi?) caiu no chão, bem  aos pés da escada rolante que a levaria até o andar de cima. A mocinha parou, fez cara de "Ai que cú isso, meu..." mas não podia deixar a monedita lá caída, pois era de estimação.

Então, se equilibrando na sandália plataforma e tomando cuidado para que não deixasse o Chai Latte Tall, muffim de banana e jujubinhas caírem chão, a mocinha se abaixou para alcançar a moeda. Foi aí que se distraiu ao avistar um belo mancebo... bem apessoado, bem vestido e com um sorriso daqueles que faz o tempo parar. O queixo caiu e ela esqueceu que por pouco a blusa pendurada na bolsa não enroscou na escada rolante. Paralisada, o mancebo sorriu pra ela e caminhou em sua direção. Ela podia ver o vento canalizado dos corredores do shopping balançando os cabelos cuidadosamente desarrumados do seu novo príncipe, que andava quase como que ao som de uma trilha sonora de Yann Thiersen em Good Bye Lenin.

"Oh não! Ele vai me ajudar a pegar a moeda do chão!", pensou a abobada. 

A mocinha não podia acreditar que ainda existissem homens cavalheiros nesse mundo tão agressivo.

Foi então que, o belo ragazzo com suas lindas e longas pernas passou por cima da mocinha  jogada aos pés da escada rolante, desequilibrando-a de suas sandálias plataformas, e fazendo ela derrubar o muffim de banana e as jujubinhas. Por sorte não derrubou o Chai Latte Tall e as tralhas da bolsa. 

Furiosa e indignada, a mocinha ainda olhou pra cima pra ver se o piroquinha tinha notado o acidente que poderia ter causado. Notou, ô se notou! E continuou deslizando pelas escadas acima, olhando para a mocinha com cara de quem pensava: 

"Ha, mas que burra! Dá zero pra ela!"

E depois acham que têm o direito de ficar traumatizados quando levam coió de mulher por aí.

Cada uma viu...

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Dia desses no horário de almoço:

"- O que é aquilo na antena do carro?
- Uma "Minnie".
- Como assim?
- Pois é.
- Um Minnie na antena do carro! Hahahaha! Nossa, muito fácil de roubarem, não?
- Mas quem é o cretino que roubaria uma Minnie pra botar na antena do carro?
- Sempre tem um cretino..."

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Mulherzinhas S.A.

Sabe quando dizem que mulher é burra? Eu concordo SÓ quando o assunto é relacionamentos.

Não dá pra se conformar com a quantidade de mulheres bem nascidas (???), educadas, inteligentes, bonitas, sexies, trabalhadoras e esforçadas que insistem em cagar todo e qualquer tipo de relacionamento amoroso.

O motivo número 1, e talvez o principal: auto-estima. Acho que conto nos dedos de 1 mão só as mulheres que conheci nessa minha curta vida que tenham uma auto-estima invejável. Não digo que sejam 100% porque talvez não exista tal extremo. Aliás, extremos são sempre um indicativo de um grande problema. O melhor seria talvez reconhecer que somos sim imperfeitas, mal resolvidas e acima de tudo humanas e trabalhar a partir daí.

Dois casos que mudaram meu humor hoje:

Uma amiga aí, muito querida e loira. Batalhadora, tem casa, carro, emprego bacana. Tem família e amigos que gostam muito dela. É dona de um astral contagiante. É comprometida com seu trabalho e vez ou outra se estressa por ser muito certinha e por não entender que as pessoas não são como ela gostaria. A fulaninha se apaixona por um tal aí. Se você olha de longe, tropeça nele e o coitado ainda passaria despercebido. Parece que tem família bacana, tem um bom emprego, mora em bairro nobre... e trata ela como lixo. A palavra pode parecer forte, mas acho que quando a gente dá pouca importância para algo (ou alguém) significa que esse algo (ou alguém) pode ser facilmente substituível e/ou descartável. Nada disso é da minha conta, corretíssimo. Mas como somos amigas eu não só vejo as alegrias, mas também os choros e decepções. Mas isso não é o pior. O pior é ela achar que deve ficar justificando ele: "Ah, ele é muito traumatizado com relacionamentos, sabe...".
Sei. E phoda-se. Me parece que o trauma dele importa muito mais do que o trauma que ELE está causando nela. Por que suportar isso? Olha amiguinha, eu até acho ele um cara legal, engraçado até. Mas só o fato de ele te fazer chorar semana sim e semana não já deixa claro que ele não te  faz bem, que ele não sabe o que quer e portanto deveria ser ignorado.  Você chegou toda bonitona outro dia na buaty, disse que ia curtir a sua noite com azamygha e bastou uma piscadela do bofis pra você esquever tudo que tinha falado e ir embora... Ah como eu gostaria que você acreditasse mais nos seus mantras de mulher independente!

Eu sempre questionei que se não está bom, porque continuar com o relacionamento? Porque não acaba logo de uma vez? Aí frequentemente me diziam: "Ah não, as coisas não são tão simples assim...".
Na verdade elas são sim. Existe o egoísmo, a covardia, o medo de ficar sozinho, a falta de caráter. Superadas essas carências, fica tudo muito fácil de observar.

Amiga, você pode ficar muito, mas muito chateada comigo e eu posso engolir tudo isso que digo agora: os dois estão errados. Você e ele.

Outro caso, e esse me deu vontade de vomitar meu café da manhã e almoço:
Uma amiga aí saiu na balada e conheceu um siclano. Siclaninho se aproximou dela de forma bastante elegante. Foi respeitoso, alto astral, pegou o telefone dela, deixou ela em casa, disse que ligaria no dia seguinte e cumpriu com sua palavra. Mandou uma meia dúzia (ou mais) de mensagens "fofas", encontrou com ela e os amigos dela no dia seguinte, foi extremamente agradável e se mostrou não ser somente uma pessoa "elegante" de modos, mas também ter uma educação invejável, é viajado, trabalhador, tem casa e família. Mostrou também ter uma cabeça aberta a diversas culturas, sem preconceitos. E o bofe ainda tem senso de humor! Eu sou uma pessoa chata, facto, e minha tolerância com pessoas cretinas geralmente é baixa. Com ele, não consegui encontrar nenhum defeito sequer.  Não procurei também. Acho muito provável que tenha um sem número de defeitos alí, mas as primeiras impressões foram buenísimas. Fazia tempo que não conhecia alguém com personalidade. Um cara do bem!

Aí a uvinha me liga pra me perguntar, de novo, o que é que eu tinha achado dele, coisa que eu já tinha falado de livre e espotânea vontade. Novamente a chuva de elogios. Mas claro que me vem a anta paralítica, a ameba em coma, aquela jegue infeliz e me diz:

"Ai, mas eu não gostei do chapéu cata-ovo dele!"

Agora, amiga-caso-de-hoje-número-dois, eu te falo o que não pude falar no telefone do trabalho: VAI PRA PUTA QUE TE PARIU DE CÓCORAS!

Trate de dar valor pra ele. Se você não der, se tentar botar defeitos imaginários dessa tua cabecinha oca, de quem acha que é super bem resolvida na vida, que acha que não precisa de ninguém pra ser feliz, que se acha fodástica e da-nem-se todos os homens héteros e homos dessa vida, eu JURO que falo pra ele que você é quem não merece ele. Não me provoca com essas bobagens de mulherzinha, porque eu sei que você não é mulherzinha, que eu falo mesmo.

Alguém lembra quando o piroquinha disse no bar "Morram solteiras?". Estou começando a achar que no meio daquela baboseira torpe dele, ele tinha até um pouco de razão. E também estou começando a achar também que quem insiste em cultivar essa burrice feminina merece morrer sozinha.

Não estou aqui dizendo que eu seja imune a todas essas burrices. Definitivamente não estou. E olha, que dessas duas, e de tantas outras que conheço, sou a que menos tem experiência com relacionamentos. Tomei na cabeça também bem tomadinho.

Mas quem olha de fora geralmente tem uma perspectiva mais realista. E vamos aprender com os erros, vamos? Quem sabe lá pro final da vida a gente passe de "burrinhas" para simplesmente "na média".

sábado, 6 de novembro de 2010

Quem foi o cretino que disse pra piriguetchizada que tirar foto fazendo a porra do coraçãozinho com a mão é digno? Hein? QUEM FOI?

À puta que pariu!

Pessoas que fazem coraçãozinho com a mão pra tirar foto deveriam ser processadas, presas, torturadas e ridicularizadas em praça pública pra nunca mais fazer algo tão imbecil na vida.

Pronto, falei.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

E minha prima casou no último dia das bruxas (piada pronta?). Como a própria disse: game over!

Piadas a parte, minha família resolveu se vingar de mim. Mais precisamente, meu papai.

Papai é assim: fica enlouquecido quando tem baladinha pra ir (eu puxei papai). Mas papai tem menos oportunidades de baladas para sijogar, e elas frequentemente são festas de casamento. Papai foi padrinho de casamento da prima então estava todo elegante né. 

Mas aí, chegou na festinha, viu aquele monte de drinks coloridos e não resistiu. Bebeu, dançou, atazanou todo mundo, usou colar de havaiana, óculos colorido de acrílico, e por aí foi.

Lá quase pelo final da festa a prima resolveu que ao invés de jogar o famigerado buquet para as "solteiras e desesperadas" (como disse a ANTA da banda, que não sabia cantar então atacou de piadista), ela jogou um simpático bonequinho do Santo Antônio, daqueles que ainda crê-se que ajuda a arrumar marido (e isso é vantagem por que mesmo?). Aí a prima subiu no palquinho, pegou o microfone e começou a arrebanhar a mulherada.

Eu fiquei na minha mesa fazendo o tipo blasé de sempre, pra esconder meus pés cansados do meu salto 15 que roubei de um travestí na última balada (mentira). Eis que vejo papai indo em direção ao palco.

Papai fez um sinal para a noiva abaixar para que ele pudesse falar-lhe algo. A noiva abaixo, papai falou, e ao levantar para falar no microfone novamente a uva diz:

"Talitta? Cadê a Talitta, gente? Talitta, seu pai tá mandando você vir aqui na frente pra ficar num lugar estratégico!"

Assim, no microfone. Pra 300 pessoas. E claro, mamãe achou suuuuuper engraçado e arrematou:

"Vai lá, filha!!!! SIJOGAAAAAAAAA!"

Bom, eu na mesa levei alguns minutos pra entender que de fato estavam falando de mim. Quanto entendi, o queixo caiu. E não dava nem pra fazer um "Talitta? Cadê a Talitta, gente? Chama a Talitta aí!", porque sim, todo mundo naquela festa sabia quem era a Talitta.
Mas, como eu tenho um senso de humor distorcido, dei uma risadinha de Miss Araraquara na Festa da Tainha e fui lá pra frente com as outras. Lembram da picolé de chuchú do chá de lingerie? Pois é, a fofa teve a audácia de me falar:

"- Nossa! Que vergonha! O seu pai mandar falar isso na frente de todo mundo!"

Primeiro eu fiquei chocada porque ouvi a voz dela dirigindo a palavra a moi. Segundo porque, quem deveria ter vergonha era ela de usar um vestido de festa de casamento de cetim lavanda. 

E outra: meu pai pódji. Se fosse a chuchú, meu bem, eu pi-co-ta-va aquele vestido cafona.

Enfim, quando a prima jogou o Santo Antônio eu dei um passo pro lado pra desviar do bicho.

Credo, gente! Quando é que vocês vão aprender que essas coisas dão é azar? Minha avó sempre fala...

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Balada errada

Se você, mulher solteira e desimpedida, que a-do-ra balada e confusão, mas acha que está ouvindo demais coisas do tipo:

"Ai, como você é linda! Se eu fosse hétero não deixava você passar nunca!"

Significa que está na hora de pensar em mudar de baladas...

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Acho cômico até como algumas pessoas fazem questão de não se relacionar com outras.

Tem uma locadora de DVDs ao lado da minha casa, que frequento no mínimo 1 vez por semana há quase 3 anos. É sempre as mesmas pessoas que me atendem, desde comecei a ir lá. No entanto temos sempre a mesma conversa.

"- Olá, boa noite!
- Boa noite!
- Lembra o número do cadastro?
- Não.
- Qual o nome do titular?
- Talitta, sem H, com dois T no final.
- Encontrei. Paga agora ou na devolução?
- Na devolução.
- Quer levar mais uma pra entregar só daqui 3 dias?
- Não, obrigada.
- É só retirar do outro lado do caixa. Tenha uma ótima noite!"

A minha conclusão é que ambos somos birrentos. Ele fica puto porque depois de 3 anos eu não tive a capacidade de perguntar ou olhar no recibo da locação o meu número de cadastro e memorizá-lo, coisa que economizaria muito tempo e saliva para eles. Simples, prático, robótico. Eles nunca escondem o desprezo pelos clientes que não lembram o número do cadastro.

E eu, bom, eu viajo. Eu fico mais puta ainda porque depois de quase 3 anos frequentando um lugar toda semana ninguém lá lembra do meu nome. Não que eu queira status de celebridade nem tapete vermelho. Mas é algo que observo muito e que sempre fez parte da minha vida profissional: atenção ao detalhe. Apesar do meu trabalho ter diferenças abismais e essenciais aos dos atendentes da locadora, eu também tenho que lidar com clientes. E se tem uma coisa que faz muita diferença em um atendimento qualquer além de lembrar o nome de um cliente habitué, é o contato visual, cortesia (de modos) e conhecimento das preferências. Sabe o que economizaria tempo deles também: lembrar que eu nunca levo mais de um DVD por dia, pois as vezes que tentei não consegui assistir tudo. E sempre pago na devolução. Pra que ficar perguntando? A impressão que dá é que eles cagam para os clientes. Prefiro ser lembrada pelo meu nome e não por um número de cadastro. Faria toda a diferença e se lembrassem do meu nome eu também faria questão de lembrar do número do meu cadastro só pra ajudá-los a economizar tempo no sistema. Mas, já que é assim, eu fecho o circulo vicioso deles me fingindo de displicente. Só-pra-irritar.

Existe uma outra locadora do outro lado do meu bairro, na qual o dono é claramente um cinéfilo fanático. O cara me sacou no primeiro atendimento e quando eu vou até lá ele faz questão de me mostrar todos os lançamentos que tem a ver com o meu gosto pessoal e as relíquias que andou garimpando. Sempre levo mais DVDs do que posso assistir, sempre aprendo alguma coisa e e saio com ótimas indicações para a próxima visita.

A diferença crucial de ambas: o preço. A primeira é quase 4 vezes mais barata e levo exatos 2 minutos para chegar lá. Fora que só cobram 1/3 do valor da locação na multa de atraso. E eu SEMPRE atraso para devolver.

Phoda não poder ser mão de vaca nem preguiçosa para ter um atendimento simpático...

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Deslocadas

Eu me apego ao estilo "absurdo" de conversas. Nada como discussões infindáveis, sem nexo e sem futuro, mas que sempre, sempre e sempre geram muitas risadas. Quem nunca ficou deslocado e falou (e fez) muita bobagem para descontrair?

Foi dia desses, numa tarde de sábado de sol, na qual fui enganada que iria a um boteco digno na Vila e fui parar num genérico playboy de outra vila, a Nova Conceição. Eu e a trupe, mais parecendo que tínhamos saído de um site de street style, leia-se completamente deslocados, mas concordando que sair dalí pra ir pra qualquer outro lugar não renderia nada mais que stress generalizado, decidimos pela abstração e pelo balde de cerveja gelada (cerca de 7 deles) com copo americano.

O ambiente começou a afetar o raciocínio. Mais pra lá do que pra cá, começaram. Só não lembro quem falou o que...

"- Preciso emagrecer.
- Nada de dietas malucas.
- Já pensou em ir ao Vigilantes do Peso?
- Eu vi numa revista uma dieta X e...
- A Fulana do faturamento passou mal outro dia com essas dietas...
- Sim, e disse ainda que queria fazer uma lipo!
- Não, essa era outra...
- Não era a Fulana?
- Não.
- Certeza?
- Eu acho esse nome tão pesado...
- Fulana?
- Não né... Vigilantes do Peso!
- E queria que fosse qual? Vigilantes dos Leves?"

Mas essa conversa não foi tão absurda quanto o ocorrido posterior. Já largados na cadeira, de boca aberta, mão segurando a cabeça, olhar perdido no nada e tédio pairando, eis que uma banda de sertanejo universitário começou a tocar. Se fosse só isso, vá lá né. Pior mesmo foi que o bar ficou ainda mais lotado e todos os playboys can-ta-vam as músicas e ainda faziam dancinhas. 

Disseram que eu fui lá pro meio, zuei um casal de conhecidos que dançavam alegremente, aprendi a dançar com o bofis da amiga, botei meu óculos de grau, puxei a outra amiga pelo braço e falei que lá só tinha gente estranha, mas eu não lembro de nada disso. E se eu não lembro, não aconteceu.

Essa foi minha deixa. E é por isso que eu sempre digo que não vou pra Vilas genéricas.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Alguém me acode. Minha mãe está descontrolada.

 Eu volto pouco pra Batcaverna lá. Mas quando volto, minha mãe fica enlouquecida querendo agradar Na verdade, a descrição dela da tamanha felicidade que ela sente quando eu vou visitar foi a seguinte:

"Ai, filha! Quando você volta pra casa a gente fica igual pintinho no lixo!"

Eu ri, muito, porque ela me explicou que quando meu avô jogava resto de comida pros pintinhos que criava no quintal, eles ficavam muito alegrinhos, do jeito que um pintinho pode ficar, remexendo naquela abundância toda de "lixo" só pra eles. Ruim mesmo não foi ouvir isso. Pior foi ver minha mãe "batendo as asinhas", ciscando no chão e falando "piu piu piu", do jeito mais descordenado que só ela sabe fazer.

Depois do almoço fui pro lugar mais óbvio do mundo: o banheiro. Quando uma pessoa relativamente normal entra dentro do banheiro, faz outra coisa óbvia: tranca a porta. Não é da conta de ninguém nesse mundo o que você faz ou deixa de fazer dentro de um banheiro após o almoço. Certo? É hora de escovar os dentinhos, fazer as necessidades fisiológicas, pra depois cair no sofá e roncar até que a terra trema. É hora de privacidade plena e absoluta. Eis que alguém bate na minha porta:

"- Filha?
- Ai. Hum?
- Tá fazendo?
- Errr... estou no banheiro, mãe.
- Abre aí!
- Hein?
- Abre a porta pra mim!
- Como assim? Pra quê?
- Eu quero te dar um chá!
- Agora?
- É! Eu acabei de fazer! Vai esfriar!
- Você quer me dar um chá agora e dentro do banheiro. Simplesmente não pode esperar.
- ..."

Ontem minha mãe veio pra Gotham City e me ligou da 25 pra saber se queria algo de lá. Disse que queria uma meia preta. Ela me comprou uma branca rendada, uma de flores coloridas e uma de oncinha, e não se aguentou e veio até meu trabalho pra me mostrar. Ao ver as meias, comentei:

"- Nossa, mãe... essa parece ser muito pequena pra servir em mim...
- Que nada, filha! Ela estica, que nem couro de pica!"

Bom... Então tá, né...

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Hora do almoço da vida moderna

Trabalhar em firma e ter que almoçar fora de casa não é o ideal de felicidade de ninguém. 

Pra quem tem um vida mais resolvida, independente, não mora com os pais e quase nunca tem saco/tempo pra chegar em casa e ir pilotar fogão "só porque está com vontade de comer um risotinho" as 22h00 da noite pra sobrar a malmita pro dia seguinte e não ter que subir a Itapeva até o kilo cachorro que tem lá... Bom, é restaurante por kilo no toba mesmo.

Até existem outras opções, como restaurantes que servem uns "pf" a preços módicos. Mas, como o tempo de almoço é limitado e me parecem que todos os restaurantes daqui fizeram estágio na Bahia, o restaurante por kilo surge como opção mais funcional, afinal é comer para aguentar o dia e não fazer um banquete eno-gastronômico.

Tá, eu sou fresca. Brigada.

A clientela
O kilo cachorro daqui até que não anda tão cachorro. Mas as pessoas são cretinas iguais. Eu não sei o que acontece! Parece que é adentrar as instalações de um kilo que as pessoas perdem o bom senso, Brasil! Tá eu lá na fila. Sempre levo música pra ouvir, porque as conversas de coxinha de firma na hora do almoço me transportam para o além. Sempre tem um executivo de dieta, que empaca a fila bem no começo do buffet, porque ele precisa fazer um prato monstro de salada pra não sentir fome mais tarde. Sempre tem a tiazinha com TOC, que fica compulsivamente escolhendo os cogumelos de tamanho perfeitamente simétricos do estrogonofe de frango. Sempre tem o grupo de patricinhas da GV fazendo algazarra e achando que ninguém liga pro volume da voz delas fazendo eco. Sempre tem o vegetariano reclamando que não aguenta mais comer a soja deles (oi?). Sempre tem os esquecidos, que vão até o final do buffet pra depois lembrar que esqueceu o vinagrete da salada e o pudim de leite. Tem sempre o adolescente filhinho da mamãe que fica meia hora na cuba do feijão só pra pegar mais caldinho. Sempre tem a mal comida que não vive sem batata frita e não vai sair da fila do buffet "enquanto não reporem a batata frita"! E aí, tem que ter o gordinho empacando a fila novamente escolhendo só as coxinhas do balaio de salgadinhos fritos que fica no fim do buffet a caminho da balança e phodendo tudo de novo.

As filas
Já reparou como todo kilo tem um planejamento espacial muito mal feito? A fila do caixa sempre atrapalha a fila de pegar a bandeja. A fila da bandeja atrapalha a entrada de comensais de fora. A fila do buffet atrapalha quem está indo pesar. O carrinho de sorvete fica bem no meio da fila do caixa. E os que estão pesando os pratos atrapalham que está tentando sair da muvuca pra conseguir uma mesa!

A bandeja
Odeio as bandejas. Como se as pessoas fossem burras o suficiente para não conseguir carregar numa mão o prato e na outra a bebida. Ah, mas aí tem a carteira, o celular, o gloss, o aipódji, a Nova, e o caralho a quatro. Bota tudo na bandeja junto com o prato, e é isso ai. Bandejas são um mal necessário e muito cafona.

A gelatina
Todo kilo que é kilo que se preza sempre tem gelatina de cortesia. Pega o que tiver e toma teu rumo. E sempre tem um filho da puta que reclama que a gelatina hoje é de limão, e ele odeia a de limão, ele quer a de "sambroesa"!

As mesas de 4 lugares
A maioria dos kilos sempre têm mesas de quatro lugares. Phodam-se todos que vão almoçar sozinhos e/ou em dupla. E te olham feio quando você ocupa sozinha, ou em dupla uma mesa de quatro. E quase nunca tem outro jeito e sou obrigada "viu, posso sentar contigo?". Poder, pode. Mas aí sempre vai sentar do meu lado os doentes mentais por futebol ou as desesperadas por conselhos amorosos. Ai, mal aê galera, sou ácida nos dois assuntos, tsá? Sendo assim, favor não falar comigo e sim ler a Nova que está na tua bandeja e o resto ir pra putaquiuspariu de cócoras.

O caixa
Sempre tem um monte de carboidratos açucarados em embalagens coloridas daquelas que gritam "vemnimim", carboidratos esses que você jurou que iria conseguir ignorar, mas pimba! Ao fecharem a tua conta, te perguntam "Mais alguma coisa, senhora?" e claro, atordoada com toda a experiência do almoço, você acha que finalmente, talvez quem sabe, mereça só um esticadinho de morango e uma balinha de caramelo... Malditos.


O cafézinho
Lembra do gordinho que encheu o rabo de coxinha? Ele tá sempre lá reclamando que "acabou o adoçante!". É cliché dos bravos mas, como os vampiros emocionais e as bruxas, eles existem...

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Preocupações

Voltou de férias hoje um dos meninos do estoque. Super querido, certinho e pudico também.

"- Oi Tatá! Você tá bem?
- Estou sim...
- Então tá bom... Parou de falar palavrões?
- Hum... O Tiririca foi eleito deputado federal com 1,5 milhões de votos e você está preocupado com o fato de eu falar palavrões? Tem certeza?"

E aí? Vamos rever conceitos?

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

O óculos contra-ataca

Tava eu outro dia dentro do carro, parada num farol qualquer perto de casa na volta do trabalho.

Eis que um flanelinha se aproxima, e eu já penso comigo mesma "Ai, lá vem..."

"- Ei, tia! Que óculos bacana! Deixa eu limpar teu vidro?"

Não deixei. Não gostei do "tia".

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Festinha

Domingo que passou tive um chá de lingerie. Oi?

Pois é, novidade no mercado de festinhas pré-casamento. É assim: as amigas ou madrinhas da noiva fecham uma boutique de lingerie feminina e compram vale-presentes para a noiva escolher coisinhas para sua lua-de-mel. Nesse meio tempo tem palestra (hein?), joguinhos eróticos (oie??) e conselhos amorosos (WTF???). E graças a Deus, na que eu fui, tinha álcool também.

Foi uma surpresa para aquela minha prima que não é bem prima. A irmã dela foi na de uma amiga, e organizou. Papagaiadas a parte, a grande atração mesmo foi minha mãe e eu porque se dependesse de metade das convidadas eu tinha dormido da cadeira. Aliás, não ouvi a voz de duas delas. Tanta personalidade assim me emociona.

Bom, vamos lá: pra variar minha mãe e eu nos montamos feito duas travecas phynas e chegamos atrasadas e causando. Eu estava com o humor mais ácido do mundo e minha mãe tava sem noção. Sentamos todas em uma roda e minha prima ficou desfilando de lingerie pra gente. 

Porra. Depois dessa resolvi evitar a ressaca adquirida no sábado perpetuando a bebedeira. Passar minha preciosa tarde de domingo vendo mulher de lingerie aprendendo a fazer striptease não era o meu ideal de felicidade. Mas vamos ao que interessa!

A loja tinha duas donas, pareciam irmãs. Uma delas era bem simpática e a outra era sonsa. E lógico que justo a sonsa que liderou o chá de lingerie. Ela começou falando, com a desenvoltura e carisma do Plínio de Arruda Sampaio, sobre a importância de ser sempre muito criativa na vida em casal e também de se ter sempre uma lingerie bonita e em dia (lê-se sem furos, rasgos e limpa). Eis que uma das convidadas acha digno complementar o argumento da sonsa com uma coisa que ela viu, pasmem, no "Programa da Luciana Gimenez essa semana", que vai que você sofre um acidente e cai na rua, e precisam arrancar tua roupa e você está com aquela calcinha nude horrorosa! É melhor morrer de uma vez!

Nesse meio tempo minha mãe arregalou o olho pra mim e eu engasguei com o espumante, que saiu até pelo nariz. E minha mãe vendo que eu estava me esforçando pra ficar alegre, começou a colocar bombons de chocolate do meu lado, sabendo que obviamente eu iria comer.

Terminada a tortura o discurso, a sonsa colocou em um balcão à nossa frente uma série de objetos eróticos e foi falando sobre cada um deles. Pediu para irmos passando de mão em mão pra conhecer. Chegou na mão da minha mãe um vibradorzinho que deixou ela meio emocionada e nostálgica. Aí a fuefa me dispara:

"Olha filha! Lembra daquele pintinho de brinquedo que dava corda e saía pulando que você tinha quando era criança? Não lembra isso aqui?". 

Que fique claro que quem me dava esses brinquedos era ela.

Aí passaram um bilau, daqueles de silicone que parecem reais. Aí minha mãe, novamente:

"Mãe - Nossa, que coisa grande. Toma, Filha!
 Talitta - Tudo bem, mãe. Não precisa. Eu tenho um desse em casa. Já conheço."

Vamos ver quem constrange quem, né?

Aí chegou a hora dos gels. Tinha o que esquenta e o que gela. E a sonsa veio colocando na mão de todo mundo aquela coisa pra gente testar. Aí, eu descobri que minha mãe tinha dormido com o Bozo no dia anterior...

" - Filha, olha só! Igualzinho o Gelol esse que esquenta!"

E mais uma da sonsa pra eu avacalhar. Ela sacou da bolsa um aromatizador de ambiente e começou a borrifar em cima da gente. E a infeliz ainda precisou perguntar:

"Sonsa - Esse é um spray aromatizador estimulante. Vocês sabem o que ele estimula?"
 Talitta - A minha rinite."

Aí chegou a hora de constranger (mais) a noiva. "Coroaram" a noiva com uma coroa de mini pintos cor-de rosa, um cachecol de lantejoulas (rosa) e um varinha (oi?) com um coração na ponta. A sonsa pegou um dos bilaus de silicone e foi ensinando técnicas de como tocar uma (alguma forma mais elegante de dizer isso?). Aí é a vez da noiva de botar em prática o que a sonsa ensinou...

"- Ai, eu não tenho muita habilidade..."
Sabe quando você pensa alto? Acha que só está pensando mesmo, mas na verdade verbaliza tudo? Pois é, nessa eu mando um:

"- Como não, meu Deus?"

Nessa hora recebi uns olhares de reprovação do comentário. Mas eu tava meio bêbada (ainda, ou já... não lembro...) e não liguei. Mas continuei pensando... "Ela mora com o noivo já! Faz o que então que não tem habilidade? Dá tchauzinho pra ele?"

Nisso, liga o noivo no celular dela. Ela fica hesitante... 

"Noiva - Atendo ou não atendo? Tadinho...
Talitta - Atende! Mas diga que você está ocupada com uma coroa de pinto na cabeça e aprendendo a tocar...
Mãe - Ai Talitta! Você é tiradora de sarro, né!?"

Que nada, mãe. Impressão tua.

E pra finalizar a brincadeira, a sonsa disse a todas que, em algum dia pra sair da rotina, que esperassem o maridão sair do banho e deixassem ele sem roupas, só com uma venda nos olhos e umas  amarras.  Você colocaria um salto alto, luvas e só. Daí, faria uma brincadeira apalpando ele com as luvas e coisa e tal. 

"Talitta - Sim. Amarra ele, larga ele lá vendado e sai correndo com o cartão de crédito dele pro shopping!"
 Lógico que a sonsa fez a gente levantar das cadeiras, ficar em pares, uma botava a venda e a outra as luvas pra ficar apalpando. Ai.

Pra variar eu achei cafona e não quis colocar a venda pra não borrar a maquiagem. Mas era a minha maquiagem ou a da minha mãe. Aí larguei de frescura e botei uma venda de oncinha.

"Talitta - Mãe, já que é pra ficar apalpando, faz uma massagem nas minhas costas!
Mãe - Faço sim! Peraí..."

A uva foi até o balcão e pegou um gel de morango e tacou nas minhas costas.

"Talitta - Mas que porra é essa?
Mãe - É o que esquenta com o bafinho, ó!"

E baforou nas minhas costas!

Aí baixou a baratinha em mim. Xinguei, pulei, esperniei e saí correndo pro banheiro pra tirar a meleca das costas. Tinha um cheiro de morango daquelas essências baratas que era uó. Lógico que o cheiro não saiu.

Mas ao voltar vi a cena toda como um quadro. Eu de longe assistia a mulherada toda em polvorosa. Minha mãe sem sapato já tentando jogar o gel de morango na minha madrinha. Uma senhora muito gorda e a uma outra se apalpando e simijando de rir. As duas múmias, bem, sendo múmias no canto... as outras amigas também rindo e contando experiências. Nisso eu vou até o caixa e peço um papel e uma caneta e começo a anotar as pérolas que não poderia esquecer...  E a sonsa vem até mim:

"Sonsa - Ah!!! Está anotando tudo, né...
Talitta - É... estou..."








segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Muá!

Um beijo pra Mi, que leu o twitter da Nair Bello e disse:

" - Gente... será que é dela mesmo?"

Eu vivo para essas coisas.com

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Desventuras de uma solteira

Mais engraçado que as histórias de família e casais babacas, só as dos solteiros. Acho que escreveria um livro sobre as coisas que solteiros passam, ouvem e fazem numa cidade como a que vivo.

Tava ontem com uns amigos numa festinha mensal dominical e já me vieram querer saber da minha vida, aquela sondagem básica pra saber se passa ou repassa...

"- E aí, Tá? Tá saindo com alguém.
- Puts, meu... até saí.
- E aí?
- E aí que não deu certo.
- Mas por que? Coitado! O que ele fez?
- O cara era católico praticante e não gosta do Tarantino.
- Welcome to the mind of Talitta."

Next!

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Na loja de R$ 1,99

O que é pior que estar em uma loja de R$ 1,99, depois de um dia cheio no trabalho, onde está tocando de música de fundo um pagodinho cachorro?

a) O pagode cachorro ser a capella;
b) Estar em uma loja de R$ 1,99, na qual nada custa R$ 1,99;
c) As vendedoras estarem cantando a música;
d) Todas as anteriores.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Nove coisas sobre mim

Achei uma brincadeira que o pessoal mais famoso de blog fez, e resolvi brincar aqui sozinha, escrevendo as tais 9 coisas sobre mim:

1- Sou paulistana da Moóca (ZL feelings!). Fui levada para Arujá contra a minha vontade mas assim que tive um surto de personalidade histérica voltei para São Paulo para morar.

2- Tenho fobia de galinhas. É isso mesmo. Fico apavorada quando vejo uma. Meus avós sempre tiveram sítio, com bichos e tudo e tal. Não sei quando foi que isso começou, não lembro de ter sido atacada. É algo no jeito do andar delas, no jeito que esgaravatam o solo, no olhar... Ai. Pra mim, galinha boa é galinha morta. A mesma fobia de galinhas vale para patricinhas. Ui, meda!

3- Eu usava polainas de lã coloridas para ir à escola quando era adolescente, em pleno verão, só porque achava que era cool e para dar um colorido ao meu uniforme de elanca.

4- Até 2001 eu o-di-a-va músicas dos anos 80. Achava o tecladinho o instrumento mais cretino da vida. Quem me viu...

5- Tenho obsessão por velharias. Adoro roupas antigas e/ou velhas, móveis antigos, óculos antigos, livros antigos, casas antigas, papos de gente antiga... Aliás, gosto mais de velhinhos do que de criança...

6- Eu não sei jogar. Nada. Não sei jogar baralho, damas, xadrez. Não pratico esportes, porque não me dou com esportes praticados em grupo e/ou com bolas. Não sobra muita coisa... E não sei jogar com pessoas. É ou não é. Não tem mais-ou-menos, meia-boca, pode-ser, tanto-faz. Falo na lata.
7- Usei aparelho uns 7 anos. Antes de colocar aparelho, eu tinha os dentes muito pra frente e nem fechava a boca direito e isso me rendeu apelidos vexatórios. Um dia, na piscina do clube, eu dei aquele mergulhão e meti os dentes no fundo da piscina. E perdi um pedaço do meu dente da frente. Tipo, o da frente do lado direito. E eu tenho uma restauração. Se ficar olhando muito, dá pra perceber... e é isso aí.

8- Eu faço a burguesa e durmo de meias desde que nasci, em qualquer época do ano.

9- Eu fui pra Buenos Aires nas minhas férias e não visitei o túmulo da Evita. Pronto, falei. PHODA-SE!

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Moderno surrealismo - Quando a vida imita a arte

Eu sempre gostei de arte moderna. Mas péralá: quando digo arte moderna estou me referindo ao movimento modernista fortes na década de 20, 30, 40 do século passado, e não de arte contemporânea. Me emocionam mais ainda os pintores. Ah, os pintores! Dalí, Picasso, Kandinsky, Monet, Van Gogh! A mistura de cores vivas, o impressionismo, as formas distorcidas que saíam do (in)consciente destes artistas sem a ajuda dos inúmeros recursos digitais de hoje, a casamento de elementos intransponíveis, a provocação de sensações em quem admira a arte. É um fascínio irracional. Simplesmente gosto.

A vida ultimamente anda feito uma pintura modernista. É tanta coisa surreal acontecendo ao mesmo tempo, provocando reações adversas em mim e em segundos e terceiros. O feriado renderia um belo canvas se eu pudesse pintar os seguintes elementos tudo junto e misturado:

- Seguranças simpáticos 
- Filas kilométricas
- Festa junina fashion fora de época
- Vodka e Cramberry juice
- Travestis
- Dancinhas das Spice Girls
- Mila do Netinho
- Girls who are boys, who like boys to be girls, who do boys like they´re girls, who do girls like they´re boys
- Um iphone perdido
- Um roxo na perna
- Outro roxo no pé
- Um joelho deslocado
- Dançando e rodando 
- Come on Alex! You can do it!
- Torpor descabido e necessário
- O sol nascendo desfocado
- Poucas horas de sono
- "Não se pode fazer um Monet com guache, Talitta." (Ana)

Tudo isso nem virou pintura ainda e já está provocando reações fortes no público. Presenciei muita alegria, gargalhadas, controvérsias, confusão, contradições e alguns egos feridos. Surpreendentemente, acho que até rolou uma raiva aí no meio. Sempre achei que eu pudesse provocar indiferença em alguém, mas raiva foi novidade. To me achando a Guernica de Picasso...

E no final disso tudo, eu só conseguia pensar em uma única coisa:

"Onde é que foi parar meu saco de amendoim japonês sem casca? QUEM COMEU?"

Ah, mas eu gosto muito de arte moderna! E viva a Independência desta terra tão querida!

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Con cojones, por favor!



Julieta Arroquy siempre sabe qué decir en estos tiempos.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Viagem

Mencionaram Foz de Iguaçu pra mim esses dias. 

Eu viajei pra lá com minha família há muitos anos atrás. Devia ter uns 12  anos as lembranças do lugar já estão um tanto quanto embaçadas. Lembro de ter sido uma das viagens mais longas e sacais que fiz de carro, sem contar o calor. Da cidade mesmo só ficou na memória os saguis, os texugos e as cataratas. Como sou muito urbanóide, nada disso me impressionou muito.

Fora as lembranças embaçadas, ficou só uma muito vívida. Ô cabeça boa pra lembrar o que não presta! Eu sempre falo da minha família, como falamos bobagem e alto o tempo todo, das piadas, das brigas. Mas no geral sabemos nos comportar em sociedade.

Lembro que em Foz nós fomos a uma pizzaria jantar. Daquelas tradicionais, de piso de cerâmica, forno a lenha, cadeiras de madeira escura e toalhas quadriculadas de azul e branco na mesa. Tinha algumas famílias também sentadas ao nosso redor. Meu irmão e eu frequentemente ficávamos entediados um com o outro e briguinhas não demoravam a aparecer. Ele, hiperativo que era, rabiscava a mesa, brincava com o saleiro, jogava os palitos de dente no chão... isso quando não saía da mesa pra roubar batata frita da mesa dos outros. Justo naquele dia eu reparei meu irmão muito quieto olhando para o chão da pizzaria. Que diabos! O que é que o pirralho estava olhando tão fixamente?

Ha. Catei.

Olhei pra ele e dei um sorrizinho como quem diria "Você tá vendo o que eu estou vendo?". Ele olhou pra mim e sorriu também. Tiramos o olhar do chão e começamos a rir baixinho juntos. Os pais ficaram curiosos e quiseram saber qual era a graça.

"- Endoidaram?
- Não.
- Baratas.
- Mentira.
- Juro.
- Fala baixo! Onde?
- Alí.
- Perto dos gordinhos.
- E aí?
- Fala pro garçom.
- Não, avisa a gerência.
- A não, esquece. Não estão incomodando a gente...
- Comboio em fila indiana, olha só...
- Coitadas. Tá muito quente, saíram pra dar uma volta só.
- Nossa... estão caminhando pra debaixo da mesa deles e..."

Mesa dos gordinhos:
"AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!
BARATAS!!!!!!!!!!!!!"

Com um estrondo, os gordinhos levantaram da mesa derrubando as cadeiras e começaram a sapatear ao redor da mesa quase como em coreografia. Gritavam "Mata! Mata!" e "Matei pai! Matei três!", enquanto uns subiam em cima das cadeiras que não caíram.

Na minha mesa, um olhou pra cara do outro e começamos a rir (mais) e só. Pagamos a conta, levantamos e saímos rindo. Definitivamente o ponto alto da viagem à Foz.

Gente phyna é outra coisa...

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Piadinha de Anão

Mimijando de rir.

Uma colega da Firma, desocupada que está, mandou pro meu e-mail uma piada de anão. Segue:
"Num vagão de metrô, um anão começou a escorregar pelo banco e um outro passageiro, solidário, o recolocou na posição.

Pouco depois, lá ia o anão escorregando e o mesmo passageiro o recolocava no assento.

Quando a situação se repetiu pela quinta vez, o homem, já irritado, esbravejou:
- Será que você não consegue ficar sentadinho direito?

Ao que o anãozinho respondeu:

- FDP !!!!..., há umas cinco estações estou tentando desembarcar e vc não deixa!"

 
Ah, eu rí né! Aí, pouco tempo depois encontro a colega da piada mais umas três, no nosso encontrinho vespertino de conferência de pedidos. Eis que a colega da piada vira pra mim rindo e me pergunta se eu lí a piada. Eu, também rindo, digo que sim. Começamos a comentar sobre situações constrangedoras no metrô e afins.

Aí, tem a segunda colega que ouviu a conversa e quis rir também. Essa é a colega do "fondue", que foi uma bela de uma anedota que contarei mais adiante. Mas enfim, a colega da piada contou a piada pra ela e eis que a UVA me fala:

"- HAHAHAHAHA! É sério isso?"

Pois é... Ela não entendeu. E eu que não seguro o riso, dei aquele escândalo, no meio da Firma... E a colega da piada nem pra explicar pra outra que era uma piada hein... E além de tudo, me implora:

 "- Ah, Talitta, meu! Não é pra por isso no blog!!!"

Coisa feia...

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Chicago

I find it interesting that my nonsense writing is of any comfort for someone in Chicago right now, even though I write in Portuguese. What an odd coincidence...

"I can´t see you but I know you are there..."

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Famosidades

Só pra registrar e ninguém esquecer - A Déa saiu no UOL!

HAHAHAHA!


http://estilo.uol.com.br/moda/album/modarua_athinaonassis_rj_album.jhtm?abrefoto=22#fotoNav=34


Ficou linda!!!

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Como de sar bem com a NET - Part 3

No último capítulo do drama Talitta x NET:

Depois de muita pressão psicológica, ragenção de dentes e cabeçadas na parede, eu cheguei em casa para descobrir que a NET tinha uma pegadinha nova. Começaram a "bloquear" alguns canais que não funcionavam mais com a tecnologia analógica. Sendo assim imagino eu que eles deveriam trocar todos os aparelhos de seus clientes sem custo adicional para que seguissem assistindo a programação normal.

OBS: o meu controle do decoder analógico quebrou-se de tanto cair do sofá enquanto eu dormia no meio da programação rhyca da NET. Eu comprei um novo lá na Santa Efigênia né... (aguarde o final do texto só para saber o que a NET me apronta...)

Agora a pergunta que não quer calar: por que, meu Jesus Cristinho salvador da Terra, eles não trocaram pelo aparelho novo de uma vez? Como eu sou PhD em NET, te dou as seguintes hipóteses:

1- Eles nunca ouviram falar na expressão "otimização de serviços";
2- E perder a oportunidade de fazer você ligar no 10621, gastar dinheiro na ligação, e ter um aneurisma de tanto gritar com eles de raiva? Eles vivem para essas coisas!

Vamos lá. Qualquer encefalopata consegue ver como uma empresa dessas sabe perder dinheiro no próprio monopólio: má administração dos recursos. NET, querida do meu coração, cata isso: vocês economizariam tempo, dinheiro e pessoal SE prestassem mais atenção nas solicitações de seus clientes. Isso só te custaria 1 (hum) funcionário com 3 (três) neurônios ao invés de 2 (dois). 

Mas não. Eu sei que NET gosta de ouvir uma sirigaita enlouquecida tipo eu perdendo as estribeiras porque não consegue resolver os problemas técnicos e de atendimento. A NET é sádica e ponto.

Aliás, parênteses aqui: imagino eu que durante a entrevista eles perguntam qual a tara do candidato: sadismo ou masoquismo? Se o cara juntar 1 + 1  e responder "sado-masoquismo" está contratado, porque eles amam ver o cliente sofrer do outro lado da linha e amam também levar na cara quando pegam alguém ligeiramente mais esperto que eles do outro lado do telefone.

Ok, prosseguindo... 

O aparelho digital

O jeito seria me armar de paciência novamente e ir para o ataque.
**********Voz de fadinha, personagem zen e phyna mode on***********

Só pra constar, eu liguei no número indicado na tela, que é um setor específico para a troca do aparelho.

"Beltrana - Atendimento NET, eu sou a Beltrana, falo com a senhora Talitta?
Talitta - Isso mesmo.
Beltrana - Em que posso lhe ajudar?
Talitta - Eu gostaria de trocar o meu aparelho analógico pelo digital.
Beltrana - A senhora gostaria de mudar o pacote de canais?
Talitta - (Muito engraçado) Não, não estou trocando de pacote nenhum. Quero só o aparelho pois vocês bloquearam metade dos meus canais com uma mensagem dizendo que eu preciso trocar o aparelho para continuar assistindo.
Beltrana - Correto, senhora. Só um minuto enquanto eu localizo o seu contrato."

(longa espera)

"Beltrana - Senhora, já localizei o seu contrato. Eu tenho um técnico disponível para trocar o seu aparelho pra daqui 1 mês.
Talitta - Daqui 1 mês não serve.
Beltrana - ... é só o que tenho disponível, senhora...
Talitta - Beltrana, né? Seguinte, eu não acho nem um pouco aceitável ficar 1 mês com metade dos meus canais bloqueados, sendo que eu tenho certeza que pagarei o pacote integral, por conta de uma dificiência de vocês. É obrigação da NET trocar o meu aparelho. O cliente não tem nada que ver que vocês estão mudando a tecnologia.
Beltrana - Correto, senhora. Mas infelizmente nós estamos com muita demanda para a troca de aparelhos e ...
Talitta - ema ema ema...
Beltrana - Senhora?
Talitta - Oi? Pode falar...
Beltrana - ... e não temos nenhum encaixe disponível na agenda até lá.
Talitta - Beltrana, vamos lá. Se você olha o meu histórico verá que nos últimos dias eu tive muitos problemas com o atendimento de vocês.
Beltrana - Senhora, infelizmente como esse é um departamento diferente, eu não tenho acesso às ocorrências da senhora.
Talitta - Ok, Beltrana. Já entendi que o seu departamento é limitado. Vou ligar no setor de reclamações mais uma vez e tentar achar alguém com boa vontade de me ajudar."

(Algumas várias tentativas depois, tentando achar um atendente que estivesse disposto a resolver problemas...)

"Fulano - Atendimento Fulano, falo com a senhora Talitta?
Talitta - The one and only.
Fulano - Como?
Talitta - Fulano, vamos lá. Primeiro de tudo eu quero que você seja muito gentil e me poupe de ter que contar a minha saga inteira. Favor verifique o meu histórico com muito amor e carinho aí no teu sistema e veja a grande quantidade de ocorrências mal resolvidas."

(looooooooooooooooooooooooooooooooooooonga espera)

"Fulano - Realmente, senhora, mas não temos um encaixe disponível até mês que vem. O que eu posso fazer é abrir uma ocorrência e a senhora espera até 72 horas para...
Talitta - Fulano, vamos lá. Vocês não podem subestimar os clientes dessa forma. Eu não vou aceitar que você me dispense assim, simulando que vai me ajudar quando na verdade eu já sei que você só está tentando se livrar do problema. Não é realista que uma empresa desse tamanho não consiga atender os cliente de São Paulo, e , como eu disse para a sua colega Beltrana, eu não posso ficar 1 mês inteiro com metade dos meus canais disponíveis sendo que estou pagando pelo pacote integral. Fulano, eu não estou pedindo a vocês a Paz Mundial, nem a resolução dos conflitos ideológicos no Oriente Médio, nem os problemas de fome na África. Eu só quero um aparelho digital. Viu como é simples?"

Pra resumir a cretinice toda, o Fulano me deixou na espera mais alguns longos minutos, falou com supervisores, gerentes, fez umas ave-marias no sistema e milagrosamente conseguiu um técnico para o dia seguinte na minha casa.

Agora, a resolução daquela observação que fiz no começo: ao trocar meu aparelho analógico, a NET levou embora o controle universal que comprei na Santa Efigênia, achando que pertencia a eles! Ladrões!!!

Por fim, tudo funcionando hoje em casa nos trinks...

Até que chegou a minha fatura da NET...

***Continua***

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

As loiras contra-atacam

Gente, isso é verídico. Não é piada de loira.

Durante o almoço, duas loiras da linha da frente da Firma conversando:


"Loira 1 - Nossa, acho que vou sair voando de tanto frango que comi essa semana...
Loira 2 - Ah, é? E frango voa?
Loira 1 - Ah, franquinho né..."

Ah, tá.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Eu uso óculos

Eu tenho um óculos de grau trés bizarre.

Ah, foi paixão a primeira vista! Numas dessas andanças minhas em mercados de pulga e feiras de antiguidades da vida, eu encontrei o meu Diol. Nem existe mais essa marca... ele é uma espécie de acetato-casca-de-tartaruga mais laranjinha, acabamento impecável, inteirinho, e muito grande para a minha cara. Amo mais que a vida. E uso muito, pois a vida de míope sem óculos estava me dando muitas rugas.

O óculos choca as pessoas um pouco. Mas phoda-se, né? Quem está acostumado comigo nem liga mais...

Recentemente encontrei com uma amiga, Carol Moreno Pelotita, que não via há tempos. Foi no aniversário da Ana, combinamos de jantar. Ela tomou aquele "susto" quando me viu com o óculos na cara e achou graça. 

Como na porqueria daquele Chi Fu não se aceita nenhum tipo de cartão, eu virei as costas para as amigas e fui achar um caixa pra sacar dinheiro, mas 21h30 da noite, na Liberdade, sozinha. As amigas quando perceberam que eu sumi começaram a me ligar, preocupadas. Quando voltei, ouvi delas:

"- Cê é louca, meu? Sair pra procurar caixa a essa hora? Nesse bairro? Sozinha????"

Eis que Pelotita, no seu humor característico, me tirou as palavras da boca:

"- Ainda bem que você estava de óculos..."

Intimidando.com.br

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Nota rápida: deram apelido pro marido e eu:

"The terrible twins"

Eu achei digno...

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Rapidinhas

Mulherada enlouquecida no maior papo cabeça na Firma.

Olha só que lindo: estava uma comentando que tinha assistido ao programa A Liga, que se não me engano passa na Band. Era um especial sobre cemitérios, ou algo que o valha. Aí a uvinha me fala que exoneraram corpos no meio do programa...

Todas ficaram a-pa-vo-ra-das (ha!) como o absurdo do programa, mas nenhuma percebeu o erro de português. Precisou o gerente ouvir a conversa, chegar junto e dizer...

"- É exumar, gente..."

Assim, não querendo ser tendenciosa e preconceituosa, mas simplesmente debochada, a conversa se deu na parte da frente da firma no qual só tem loiras. 

As morenas ficam no fundão, só na escuta...


quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Assuntos impróprios na hora da refeição

Sempre surgem, com uma perspicácia retundante.

Ontem foi aniversário da Aninha (parabéns, marido!) e ela juntou as amygha no Chi Fu na Liberté. Orgia alimentar, muita gordura e aquela azia iminente. Foram 5 pratos compartilhados, a um preço ridículo.

Muita mulher junto não presta, facto. Dentre os diversos assuntos falados em meio aos pratos num volume digno de boteco, surgiu o melhor da noite: depilação feminina.

Como mulher sofre! E é justamente por essa e outras que acredito que a categoria tem que ser muito, mas muito bem tratada e paparicada. Não vou sinalizar aqui quem falou o que, mas pre-ci-so destacar os melhores comentários. Segue:

"- Eu fui ontem numa depiladora nova. A mulher falou que ia dar uma "cavadinha" e quando eu vi, ela já tinha tirado tudo! Porra meu, isso tá na moda?
- Vamos combinar que é muito mais higiênico né...
- Mas pensa no susto que é! 
- Ah, que nada... fica tudo lisinho...
- Sensível né, bem...
- Não, e eu que fui tirar os do rosto... a mulher me tratou como se tivesse fazendo a barba! E ainda me arrancou os pelos que não tenho do nariz... fantástico! Ela tampou tudo e mandou eu respirar pela boca e puxou!
- AAAAAAAHHHHHHHHHHHH!!!!
- E você chorou durante 3 dias...
- Que nada, nem doeu...
- Nossa, como eu sou covarde...
- Recomendo a cavadinha!
- Tipo, segura esse lado! Agora segura o outro!
- E a minha que falou que ia pegar o espelho pra eu ver como tinha ficado! Eu disse que não precisava, que eu super confiava nela...
- Muá-ha-ha-ha!"

Mas o pior mesmo foi que eu acordei com fome.

Irritando Talitta

Depois ninguém entende a minha irritação. Não que eu queira ser compreendida, mas porra...

Cata só: Vovózinha me liga hoje no trabalho, no meio da tarde, de-ses-pe-ra-da, dizendo que precisava muito falar comigo. O timing da vó é uma coisa sensacional, pois ela tem o dom de sempre me ligar quando o trabalho tá em clima de bolsa de valores...

"Vó - Talittinha, filha? É a vó!
Talitta - Oi, vó...
Vó - Cê tá boazinha?
Talitta - Errr... tô sim... trabalhando, vó...
Vó - Então, eu peguei esse número com a sua mãe, porque eu sei que seu celular não pega no trabalho aí ela me deu o número e disse que era da tua mesa e...
Talitta - Fala, vó...
Vó - Ai, minha filha! Tive um sonho terrível com você essa noite!
Talitta - Não diga...
Vó - Claro que digo, filha! Sonhei que você estava com um monte de perébas na cara! Aí eu acordei assustada pensando que você estaria doente ou algo assim...
Talitta - Eu estou bem, vó...
Vó - Tá mesmo, filha? Certeza?
Talitta - Certeza, vó... nenhuma peréba não...
Vó - Ai, minha filha! Que alívio!"

Ufa... Pode ficar tranquila, vó...

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Como se dar bem com a NET - Parte II

Os supervisores da NET são as criaturinhas mais escorregadias que já vi. Nunca estão disponíveis para falar com clientes. Estão o dia inteirinho em reunião! Muito ocupados! Eu quase cheguei a pensar um dia que os atendentes de fato não possuíam supervisores ou que os mesmos seriam figuras abstratas.

Eu já ouvi muitas desculpas dos atendentes para evitar o máximo que eu falasse com um supervisor. Cheguei a conclusão de que sim, os supervisores existem! Eles são somente grandes covardes, despreparados e que se cagam inteiros na hora de falar com clientes enraivecidos porque lógico que quando pedem para falar com o supervisor nunca é para elogiar o lindo trabalho da NET.

Dicas para conseguir um supervisor
***Primeiro de tudo: esteja preparado para perder muito, mas muito tempo no telefone!***
1. Seja persistente! Insista para o atendente que já que não é da "OSSADA" dele resolver o seu problema, que ele passe a ligação para o supervisor;
2. Conquiste o atendente com bom humor; se ele ficar irritado com você ele não só não passará a tua ligação para supervisor algum como deixará você eternamente esperando na linha até que a ligação que você está pagando caia no esquecimento. Se isso acontecer a linha vai cair e você terá que ligar mais uma vez e contar a tua agradável historinha de novo.
3. Mantenha a voz de fadinha;
4. Seja firme com o supervisor; apesar de ele ter a "OSSADA" para resolver os teus contratempos ele ainda fará de tudo para tentar te convencer de que a NET está com a razão de te fazer de idiota (aliás, quem mandou contratar o serviço? Agora aguenta!) e de que "não existe mais nada que eu possa fazer".
5. Eu percebi que os supervisores não podem bater o telefone na tua cara (nem literalmente, nem metaforicamente) portanto não deixe que te transfiram para mais ninguém! Insista! Insista! Insista!
6. Implore por "boa vontade". Eu sei que o serviço é pago , mas acho que a NET não se dá conta de que quando se paga por um serviço, o atendimento não pode ser igual ao de repartição pública.

Eu ouvi algumas coisas muito impagáveis deles. Um atendente, depois de ouvir toda a minha história de filhadaputagem da NET e não querer me ajudar, ao ouvir que eu queria falar com o supervisor o bruto me dispara:

"Bruto - Nada disso, senhora. Não existe um motivo real para que a senhora fale com supervisor algum."

Alguém, por favor, me diga qual é o motivo real então para que um ilustre supervisor da NET se digne a falar com um pobre cliente? Se algo semelhante acontecer, desligue e tente um outro atendente que não esteja sentado num nabo apimentado.

Continuando aquela historinha do meu primeiro post sobre Como se dar bem com a NET:

*****Voz de fadinha, personagem phyna e zen mode on*****

"Talitta - Acho que está na hora de eu falar com o seu supervisor.
Fulana - Infelizmente o supervisor não está disponível, senhora.
Talitta - Ah, é? Por que?
Fulana - Ele está em reunião, senhora.
Talitta - Chame outro supervisor.
Fulana - Não tem, senhora.
Talitta - Fulana, eu não tenho como acreditar que os atendentes da NET ficam sem supervisão no atendimento especializado. Se ele saiu para uma reunião, só pode ter ficado alguém no lugar dele com "OSSADA" o suficiente para resolver os problemas dos clientes do atendimento.
Fulana -  Só um momento senhora, vou tentar localizar o outro supervisor."

(longa espera)

"Fulana - Senhora? O supervisor não pode atender.
Talitta - Ah, tenho certeza que ele pode atender. Ele na verdade não quer me atender. Eu até entendo o lado dele, deve ser muito sacal ouvir reclamação de clientes e tudo e tal, eu também não ia querer. Mas Fulana, sinto muito, não estou dando a opção de ele não querer me atender. Peça para que ele tenha um pouquinho mais de boa vontade em querer resolver o problema de uma cliente que está já bastante transtornada e se recusa em desligar o telefone até que tenha uma resposta satisfatória. Olha, Fulana, coloque-se no meu lugar... como você se sentiria se tivesse que tirar uma pessoa da rotina de trabalho, ela tivesse que deixar de ganhar dinheiro naquele dia para resolver junto ao técnico de vocês um problema do serviço. O coitado do meu irmão precisou ficar em casa e levou um cano do técnico de vocês! E aí? O que você faria no meu lugar? Você não acha muita falta de consideração?
Fulana - É, realmente senhora... imagina eu que tenho um filho e preciso sempre arrumar alguém pra ficar com ele..."

(Risos, risos e mais risos com o telefone abafado...)

"Talitta - Pois é, Fulana...
Fulana - Só mais um momento, que vou tentar novamente...
Siclana - Supervisora Siclana, falo com a senhora Talitta?
Talitta - Mentiraaaaaaaaaaaa!!!! HAHAHAHA! Você existe?
Siclana - Senhora?
Talitta - Siclana, você já está a par do meu problema né?"

(Ela não estava a par de nada. Novamente conto o meu problema com o NETfone, com a vontade de cancelar, com a negociação para o não cancelamento do serviço, o cano que levei do técnico e o fato de ninguém querer consertar a palhaçada).

"Siclana - Certamente, senhora. Só um minuto que preciso checar o sistema. Ok, senhora. Vejo aqui que posso mandar um técnico na sua casa daqui 10 dias.
Talitta - Siclana, aloooooou! Você estava me ouvindo? Não posso aceitar o que você está me propondo... precisa ser hoje ainda... estamos perdendo tempo...
Siclana - Compreendo, senhora. Acontece que infelizmente eu não tenho como agendar para mais cedo. Nossas agendas estão lotadas.
Talitta - Siclana, a sua atendente Fulana já me disse tudo isso que você está me dizendo. Se você é supervisora tenho certeza absoluta que consegue fazer um pouco mais que ela. Vamos, lá! Mãos à obra, Siclana!
Siclana - Não tenho como, senhora. Esse agendamento não é do meu departamento.
Talitta - Pois entre em contato com o departamento responsável, oras!
Siclana - Não tenho como, senhora. Não fica aqui.
Talitta - Siclana, veja bem. Por acaso esse "departamento" que você está falando fica em Marte? Ou na Lua?
Siclana - Como assim, senhora?
Talitta - Você me ouviu. Se este departamento misterioso que poderá resolver o meu problema não ficar em Marte ou na Lua, o que eu aceitaria como sendo de difícil acesso e contato, logo tenho certeza absoluta que você consegue contatá-los e agendar um técnico para hoje a tarde."

KATAPIMBA!

Depois dessa, ela não tinha mais nada a declarar, deve ter rido um horror do outro lado da linha, e só pra se livrar de mim conseguiu um técnico que chegou na minha residência em 1 hora e arrumou o que tinha que ser arrumado.

Telefone, ok. Aí, ao ligar a minha televisão com novo decoder analógico que o técnico precisou trocar porque a imagem teimava em ficar instável, vejo que alguns vários canais estavam sem sinal e com a seguinte mensagem:

"Este canal faz parte da nova tecnologia digital da NET. Favor entrar em contato através do telefone 666 - TapaNaTuaOrelha para solicitar gratuitamente o novo aparelho digital para seguir assistindo a esses canais..."

Brochei. Fiquei olhando pra TV sem reação uns 15 minutos acho. Gritei de raiva, sapateei no chão pro vizinho de baixo catar o meu drama, liguei pras amygha pra desabafar e me restabelecí. Aí eu peguei minha armadura, o cavalo e o telefone e lá fui eu ligar para a NET novamente...

***Continua***

sábado, 14 de agosto de 2010

Rapidinhas II

Ah, os pequenos causos da vida! Mais três imperdíveis:

Hoje de manhã, duas amigas e eu conversávamos sobre cursinhos para concursos...

"Amiga 1 - Eu vou voltar a estudar...
Talitta - Ai, que bacana! Vai estudar o que?
Amiga 1 - Quero prestar concursos, vou fazer um cursinho...
Amiga 2 - Qual você vai fazer?
Amiga 1 - Central.
Amiga 2 - Ah, uma amiga minha fez Central... Disse que é muito bom...
Talitta - E ela passou?
Amiga 2 - Não, se inscreveu no concurso errado..."

Outro dia, no refeitório masculino, eu só de ouvidos...

" - Viu, qual é a abreviação de kilo? É KL, não é?
- Afe, não né... QG!
- QG? Tem certeza? Achei que fosse com K...
- Não, é QG mesmo..."

Uma tia-prima mais velha que tenho, com seu netinho de 3 anos na feira...

"Gustavinho - Vovó, eu quero aquele DVD do coelhinho!
Tia - Não, meu querido... Não vou comprar DVD pirata.
Gustavinho - Não, vovó! Não é de pirata! É o do coelhinho!
Tia - Não, Gustavinho! Esse DVD é pirata! Eu não vou comprar um DVD pirata pra você!
Gustavinho - Não, vovó! É o do coelhinho!
Tia - É pirata, Gustavinho!
Gustavinho - Não, vovó... é o coelhinho..."
(e assim eles ficaram nesse papo cabeça por mais uns 20 minutos...)

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Rapidinhas

Eu não ouvi isso pessoalmente, mas quando me contaram já morri de rir.

Foi assim, dois meninos do estoque conversando:

"- O que é uma próstata?
- Então, sabe quando alguém perde uma perna? Aquilo que colocam no lugar...
- Aaaaaaaaahhhh tá... "

Oi?

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Aniversário

Ai, parabéns pra mim!

Aniversário já foi motivo de maior comoção na minha família. Quando eu pequena adoravam fazer festinha com direito a bolo, docinhos, salgadinhos, amiguinhos e decoração de criança. Ganhava presentes, os parentes ligavam todos, era a maior bagunça.

Bom, as coisas mudam A cada ano que passa você quer mais esquecer que na verdade está ficando mais velha. Até os tapinhas nas costas dos colegas de trabalho me deixam meio deprimida...

Como meu aniversário este ano caiu em uma segunda-feira, não deu para ter fortes emoções não. Aí, tava eu ontem na casa dos meus pais pensando em alguma coisa light para comemorar:

"Talitta - Viu, eu estava querendo ir amanhã jantar naquele lugar X perto de casa... Vocês vão?
  Pai - Hein? Amanhã? Mas por que amanhã?
  Talitta - ... (olho de Thundera pra ele)
  Pai - Ah! É verdade, né filha! Seu aniversário... haha!"

Tudo bem vai. Homem esquece dessas coisas... mas o mais frustrante foi:

" Talitta - Então, eu falei pro pai para irmos naquele restaurante X perto de casa amanhã... Você consegue?
  Mãe - Amanhã? Mas por que amanhã?
  Talitta - ...
  Mãe - Ai filha! É mesmo! Seu aniversário!"
Porra meu... isso é pra ver como todo o sofrimento do parto e da criação dos filhos passa...

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Como se dar bem com a NET - Parte I

Como muitos bons brasileiros assalariados que trabalham duro para pagar suas contas e seus impostos em dia para ter algum conforto em casa, eu também sou assinante dos (de)serviços da grande empresa que é a NET. É o meu pequeno luxo. Tenho o combo feliz de internet, TV a cabo e telefone.

Ao longo dos anos em que sou assinante já tive inúmeros problemas, mas tenho plena consciência que eu não sou a única. Eu NUNCA vi uma pessoa sequer tecer algum elogio.

Eu já gritei, esperniei, ameacei processo, ameacei cancelar, amaldiçoei até a quarta geração de descendentes dos atendentes e supervisores, chorei no telefone com o Procon e não consegui nada mais do que rugas na testa e alguns fios de cabelos brancos. Foi por essas e outras que desenvolvi um sistema para conseguir todos os serviços que são meus por direito. Veja bem, digo isso pois a empresa é tão, mais tão ineficiente, que não falha em agradar o cliente, não é isso, falha em fornecer corretamente os serviços básicos pelos quais pagamos muito caro.

Dada a minha larga experiência em reclamações com a NET, farei uma sequência de posts que possam ser de utilidade pública.

INTRODUÇÃO

1. Você vai precisar encarnar uma personagem. Finja que você é antes de tudo uma pessoa perfeitamente equilibrada e dona de seus nervos. Nunca, jamais, demonstre que você está quebrando a casa de raiva.
2. Internalizada a personagem phyna e zen em você, treine alguns minutos antes uma entonação de voz que seja coerente com a personagem. É essa voz de fadinha que deverá te acompanhar durante todo o processo. 
3. Uma boa dose de humor cínico será seu melhor aliado.
4. Mãos a obra! Ligue para a NET e escolha a opção desejada.

NETfone

O seu NETfone encontra-se mudo há 15 dias. Você então liga para a NET e escolhe a opção que vai te ajudar a arrumá-lo. A atendente atende (há!) e tenta te ajudar. Nada feito. Vocês marcam uma visita técnica e como o teu prédio não permite que você deixe a chave do seu apê na portaria, você é obrigada a deixar alguém plantado(a) em casa para acompanhar o técnico. O técnico não aparece no dia e hora marcada. O que você faz?

A) Liga no setor visita técnica e xinga a santa mãezinha da pobre do outro lado da linha e faz ela / ele chorar, enquanto exige que o técnico apareça no mesmo dia na tua casa.
B)  Liga no setor de reclamações, xinga a atendente, o técnico e a NET, e abre uma ocorrência que deverá esperar um prazo de 72 horas para não ser resolvida.
C) Liga no setor de cancelamento e diz que vai cancelar o seu serviço.
D) Liga no setor de reclamações e negocia.
E) Opções C e D.

Solução: Opção E.

Observação importante: Tente sentir a vibe do atendente. Se você ver que ele acordou de mau humor, tá mal-comido, desequilibrado, ríspido, etc, desligue o telefone e pegue outro. Você nunca irá cair com o mesmo. Faça isso até conseguir alguém que te agrade e mostre que está disposto a te ajudar. Pela minha experiência no campo da diplomacia com a NET, as atendentes mulheres foram muito mais prestativas do que os homens. Os homens lá devem ser todos piroquinha e vivem de chico. É muitíssimo fácil fazer eles perderem as estribeira, com voz de fadinha e tudo. Com eles, não é não.

Veja bem, dizer que vai cancelar o seu serviço SEMPRE te ajuda a negociar. Na hora que você liga para o setor de cancelamentos, o primeiro atendente te trata como se estivesse cancelando o serviço na hora da ligação. Vão te perguntar o porquê do cancelamento e você pode dizer, com voz de fadinha, que é porque o serviço não está funcionando, que o técnico te deu um cano e que você se sente enganada pela NET.

Das duas, uma: ou ele vai falar "Então tá!", mas não entre em pânico! O que ele está fazendo na verdade é abrir uma ocorrência para que uma outra pessoa te ligue para implorar que você não cancele o serviço. Ou então ele vai tentar negociar na hora com você e é aí que você aproveita o gancho e diz que:

"- Só não cancelo meu NETfone se vocês mandarem um técnico junto para arrumar a imagem da TV que está tremendo em quase todos os canais, pois o meu oftalmo já me disse que imagem  de TV tremida não é ideal pois pode deslocar a retina."

Contar historinha sempre ajuda. Eles ficam meio confusos.

O setor de reclamações exige um pouco mais da habilidade. Da mesma forma que o de cancelamento, você precisa encontrar um atendente muito afável que esteja disposto a ouvir as suas reclamações, o que, apesar da clareza do setor de se prestar para reclamações, eles simplesmente ignoram a razão de ser e perdem a paciência também. Aqui você vai precisar contar muita, mas muita historinha.  Sempre guarde o nome do atendente e chame ele pelo nome pois ajuda a criar um vínculo e conseguir a empatia do mesmo. Segue novo exemplo (verídico):

"Fulana - Setor de reclamações, atendente Fulana, boa tarde eu falo com a senhora Talitta?
  Talitta - Isso mesmo.
Fulana - Pois não senhora Talitta, em que posso estar ajudando?
Talitta - Desculpe qual o seu nome novamente?
Fulana - Fulana.
Talitta - Boa tarde, Fulana! Tudo bem com você?
Fulana - Errr... sim. O sistema não encontrou o motivo da sua ligação. Em que posso ser útil?
Talitta - Fulana, é o seguinte. Me aconteceu uma situação um tanto quanto desagradável hoje. Como você poderá ver pelo meu histórico aí na telinha do seu computador, eu tive um problema com meu NETfone e fiquei tão frustrada que decidi que seria melhor cancelar o mesmo. Essa foi a primeira vez que consegui a atenção de vocês. Me parece, Fulana, que a palavra mágica que abrirá todas as portas para a prospecção de um serviço melhor junto a vocês é "cancelar". Mas enfim, alguns minutos depois, como você também poderá ver, uma atendente muito simpática me ligou, a sra. Siclana, e praticamente implorou para que eu não cancelasse o serviço. Eu concordei com uma condição: se o técnico fosse na minha casa arrumar meu NETfone E a imagem da TV. Para a minha enorme surpresa, cheguei em casa para descobrir que somente o meu NETfone foi arrumado. A TV não. Estou ligando pois, como isso tinha sido um acordo entre eu a NET, me sinto assim, um tanto quanto enganada. Agora, Fulana, me diga: a NET está enganando os seus clientes?
Fulana - Como?
Talitta - Você quer que eu repita a história toda, Fulana?
Fulana - Não senhora. A NET não engana os seus clientes. Só um minuto que vou conferir no sistema o que aconteceu.

(longa espera)

Fulana - Alô, senhora? Eu verifiquei aqui e o técnico  ia somente arrumar o telefone mesmo. Anotaram que se possível ele trocasse o aparelho.
Talitta - Fulana, você quer que eu repita a historinha novamente?
Fulana - Como assim, senhora?
Talitta - Vamos lá... (repita a história para ver se a UVA entende).
Fulana - Sim, senhora. Acontece que a pessoa que falou isso não sabia que o técnico que arruma o telefone só tem autorização para arrumar o telefone.
Talitta - Claro, mas isso não é o cliente quem tem obrigação de saber... concorda?
Fulana - Errr, sim senhora mas...
Talitta - Mas fica agora parecendo que a NET enganou o cliente para que ele parasse de reclamar e não cancelasse o serviço. É isso, Fulana?
Fulana - Não senhora, não é isso!
Talitta - Você está ficando nervosa, Fulana?
Fulana - Não, eu não estou nervosa! Eu só estou explicando que não tem como o técnico do telefone...
Talitta - Fulana, coisa feia. Você está subestimando o cliente repetindo a mesma coisa sem apresentar uma solução para o problema. Preciso que você pare de repetir que o técnico do telefone só arruma telefone, porque é muito óbvio, e tenha um pouquinho mais de boa vontade e me ajude a resolver esse impasse.
Fulana - Sim senhora, eu posso agendar um técnico para arrumar o seu aparelho daqui 15 dias.
Talitta - Fulana, infelizmente eu não posso aceitar as suas condições. Haja visto a falta de respeito com que vocês estão me tratando, eu necessito que o técnico apareça ainda hoje na minha casa para resolver o problema.
Fulana - Impossível, senhora.
Talitta - Não, Fulana. Não é impossível. Para tudo nessa vida a gente pode dar um jeito. Só não tem jeito pra morte. Vamos lá, Fulana! Um pouquinho mais de boa vontade, vai?!
Fulana - Senhora, as nossas agendas estão cheias!
Talitta - Eu entendo. Mas isso não quer dizer que posso aceitar. Vamos lá! Eu tenho certeza que se você falar com as pessoas certas aí dentro eles irão dar um jeito, afinal foi um erro de vocês...
Fulana - Um momento, senhora.

(longa espera)

Fulana - Senhora? Eu consegui para daqui 7 dias.
Talitta - Hum, Fulana... ainda não é bom o bastante.
Fulana - Mas é só o que temos!
Talitta - Está ficando alterada novamente, Fulana...
Fulana - Olha, eu estou tentando explicar que...
Talitta - Sim, você já explicou e eu já entendi. Mas você não está resolvendo o meu problema que considero muito grave pois a NET prometeu uma coisa e não cumpriu.
Fulana - Senhora, eu vou continuar repetindo o procedimento...
Talitta - E eu vou continuar dizendo que não aceito e não vou desligar até que vocês cumpram o prometido.
Fulana - Isso não é da minha OSSADA!
Talitta - HAHAHA! CRISTO! SANGUE DE JESUIS TEM PODER! Acho que está na hora de eu falar com seu supervisor...

***Continua***