terça-feira, 28 de setembro de 2010

Festinha

Domingo que passou tive um chá de lingerie. Oi?

Pois é, novidade no mercado de festinhas pré-casamento. É assim: as amigas ou madrinhas da noiva fecham uma boutique de lingerie feminina e compram vale-presentes para a noiva escolher coisinhas para sua lua-de-mel. Nesse meio tempo tem palestra (hein?), joguinhos eróticos (oie??) e conselhos amorosos (WTF???). E graças a Deus, na que eu fui, tinha álcool também.

Foi uma surpresa para aquela minha prima que não é bem prima. A irmã dela foi na de uma amiga, e organizou. Papagaiadas a parte, a grande atração mesmo foi minha mãe e eu porque se dependesse de metade das convidadas eu tinha dormido da cadeira. Aliás, não ouvi a voz de duas delas. Tanta personalidade assim me emociona.

Bom, vamos lá: pra variar minha mãe e eu nos montamos feito duas travecas phynas e chegamos atrasadas e causando. Eu estava com o humor mais ácido do mundo e minha mãe tava sem noção. Sentamos todas em uma roda e minha prima ficou desfilando de lingerie pra gente. 

Porra. Depois dessa resolvi evitar a ressaca adquirida no sábado perpetuando a bebedeira. Passar minha preciosa tarde de domingo vendo mulher de lingerie aprendendo a fazer striptease não era o meu ideal de felicidade. Mas vamos ao que interessa!

A loja tinha duas donas, pareciam irmãs. Uma delas era bem simpática e a outra era sonsa. E lógico que justo a sonsa que liderou o chá de lingerie. Ela começou falando, com a desenvoltura e carisma do Plínio de Arruda Sampaio, sobre a importância de ser sempre muito criativa na vida em casal e também de se ter sempre uma lingerie bonita e em dia (lê-se sem furos, rasgos e limpa). Eis que uma das convidadas acha digno complementar o argumento da sonsa com uma coisa que ela viu, pasmem, no "Programa da Luciana Gimenez essa semana", que vai que você sofre um acidente e cai na rua, e precisam arrancar tua roupa e você está com aquela calcinha nude horrorosa! É melhor morrer de uma vez!

Nesse meio tempo minha mãe arregalou o olho pra mim e eu engasguei com o espumante, que saiu até pelo nariz. E minha mãe vendo que eu estava me esforçando pra ficar alegre, começou a colocar bombons de chocolate do meu lado, sabendo que obviamente eu iria comer.

Terminada a tortura o discurso, a sonsa colocou em um balcão à nossa frente uma série de objetos eróticos e foi falando sobre cada um deles. Pediu para irmos passando de mão em mão pra conhecer. Chegou na mão da minha mãe um vibradorzinho que deixou ela meio emocionada e nostálgica. Aí a fuefa me dispara:

"Olha filha! Lembra daquele pintinho de brinquedo que dava corda e saía pulando que você tinha quando era criança? Não lembra isso aqui?". 

Que fique claro que quem me dava esses brinquedos era ela.

Aí passaram um bilau, daqueles de silicone que parecem reais. Aí minha mãe, novamente:

"Mãe - Nossa, que coisa grande. Toma, Filha!
 Talitta - Tudo bem, mãe. Não precisa. Eu tenho um desse em casa. Já conheço."

Vamos ver quem constrange quem, né?

Aí chegou a hora dos gels. Tinha o que esquenta e o que gela. E a sonsa veio colocando na mão de todo mundo aquela coisa pra gente testar. Aí, eu descobri que minha mãe tinha dormido com o Bozo no dia anterior...

" - Filha, olha só! Igualzinho o Gelol esse que esquenta!"

E mais uma da sonsa pra eu avacalhar. Ela sacou da bolsa um aromatizador de ambiente e começou a borrifar em cima da gente. E a infeliz ainda precisou perguntar:

"Sonsa - Esse é um spray aromatizador estimulante. Vocês sabem o que ele estimula?"
 Talitta - A minha rinite."

Aí chegou a hora de constranger (mais) a noiva. "Coroaram" a noiva com uma coroa de mini pintos cor-de rosa, um cachecol de lantejoulas (rosa) e um varinha (oi?) com um coração na ponta. A sonsa pegou um dos bilaus de silicone e foi ensinando técnicas de como tocar uma (alguma forma mais elegante de dizer isso?). Aí é a vez da noiva de botar em prática o que a sonsa ensinou...

"- Ai, eu não tenho muita habilidade..."
Sabe quando você pensa alto? Acha que só está pensando mesmo, mas na verdade verbaliza tudo? Pois é, nessa eu mando um:

"- Como não, meu Deus?"

Nessa hora recebi uns olhares de reprovação do comentário. Mas eu tava meio bêbada (ainda, ou já... não lembro...) e não liguei. Mas continuei pensando... "Ela mora com o noivo já! Faz o que então que não tem habilidade? Dá tchauzinho pra ele?"

Nisso, liga o noivo no celular dela. Ela fica hesitante... 

"Noiva - Atendo ou não atendo? Tadinho...
Talitta - Atende! Mas diga que você está ocupada com uma coroa de pinto na cabeça e aprendendo a tocar...
Mãe - Ai Talitta! Você é tiradora de sarro, né!?"

Que nada, mãe. Impressão tua.

E pra finalizar a brincadeira, a sonsa disse a todas que, em algum dia pra sair da rotina, que esperassem o maridão sair do banho e deixassem ele sem roupas, só com uma venda nos olhos e umas  amarras.  Você colocaria um salto alto, luvas e só. Daí, faria uma brincadeira apalpando ele com as luvas e coisa e tal. 

"Talitta - Sim. Amarra ele, larga ele lá vendado e sai correndo com o cartão de crédito dele pro shopping!"
 Lógico que a sonsa fez a gente levantar das cadeiras, ficar em pares, uma botava a venda e a outra as luvas pra ficar apalpando. Ai.

Pra variar eu achei cafona e não quis colocar a venda pra não borrar a maquiagem. Mas era a minha maquiagem ou a da minha mãe. Aí larguei de frescura e botei uma venda de oncinha.

"Talitta - Mãe, já que é pra ficar apalpando, faz uma massagem nas minhas costas!
Mãe - Faço sim! Peraí..."

A uva foi até o balcão e pegou um gel de morango e tacou nas minhas costas.

"Talitta - Mas que porra é essa?
Mãe - É o que esquenta com o bafinho, ó!"

E baforou nas minhas costas!

Aí baixou a baratinha em mim. Xinguei, pulei, esperniei e saí correndo pro banheiro pra tirar a meleca das costas. Tinha um cheiro de morango daquelas essências baratas que era uó. Lógico que o cheiro não saiu.

Mas ao voltar vi a cena toda como um quadro. Eu de longe assistia a mulherada toda em polvorosa. Minha mãe sem sapato já tentando jogar o gel de morango na minha madrinha. Uma senhora muito gorda e a uma outra se apalpando e simijando de rir. As duas múmias, bem, sendo múmias no canto... as outras amigas também rindo e contando experiências. Nisso eu vou até o caixa e peço um papel e uma caneta e começo a anotar as pérolas que não poderia esquecer...  E a sonsa vem até mim:

"Sonsa - Ah!!! Está anotando tudo, né...
Talitta - É... estou..."








segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Muá!

Um beijo pra Mi, que leu o twitter da Nair Bello e disse:

" - Gente... será que é dela mesmo?"

Eu vivo para essas coisas.com

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Desventuras de uma solteira

Mais engraçado que as histórias de família e casais babacas, só as dos solteiros. Acho que escreveria um livro sobre as coisas que solteiros passam, ouvem e fazem numa cidade como a que vivo.

Tava ontem com uns amigos numa festinha mensal dominical e já me vieram querer saber da minha vida, aquela sondagem básica pra saber se passa ou repassa...

"- E aí, Tá? Tá saindo com alguém.
- Puts, meu... até saí.
- E aí?
- E aí que não deu certo.
- Mas por que? Coitado! O que ele fez?
- O cara era católico praticante e não gosta do Tarantino.
- Welcome to the mind of Talitta."

Next!

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Na loja de R$ 1,99

O que é pior que estar em uma loja de R$ 1,99, depois de um dia cheio no trabalho, onde está tocando de música de fundo um pagodinho cachorro?

a) O pagode cachorro ser a capella;
b) Estar em uma loja de R$ 1,99, na qual nada custa R$ 1,99;
c) As vendedoras estarem cantando a música;
d) Todas as anteriores.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Nove coisas sobre mim

Achei uma brincadeira que o pessoal mais famoso de blog fez, e resolvi brincar aqui sozinha, escrevendo as tais 9 coisas sobre mim:

1- Sou paulistana da Moóca (ZL feelings!). Fui levada para Arujá contra a minha vontade mas assim que tive um surto de personalidade histérica voltei para São Paulo para morar.

2- Tenho fobia de galinhas. É isso mesmo. Fico apavorada quando vejo uma. Meus avós sempre tiveram sítio, com bichos e tudo e tal. Não sei quando foi que isso começou, não lembro de ter sido atacada. É algo no jeito do andar delas, no jeito que esgaravatam o solo, no olhar... Ai. Pra mim, galinha boa é galinha morta. A mesma fobia de galinhas vale para patricinhas. Ui, meda!

3- Eu usava polainas de lã coloridas para ir à escola quando era adolescente, em pleno verão, só porque achava que era cool e para dar um colorido ao meu uniforme de elanca.

4- Até 2001 eu o-di-a-va músicas dos anos 80. Achava o tecladinho o instrumento mais cretino da vida. Quem me viu...

5- Tenho obsessão por velharias. Adoro roupas antigas e/ou velhas, móveis antigos, óculos antigos, livros antigos, casas antigas, papos de gente antiga... Aliás, gosto mais de velhinhos do que de criança...

6- Eu não sei jogar. Nada. Não sei jogar baralho, damas, xadrez. Não pratico esportes, porque não me dou com esportes praticados em grupo e/ou com bolas. Não sobra muita coisa... E não sei jogar com pessoas. É ou não é. Não tem mais-ou-menos, meia-boca, pode-ser, tanto-faz. Falo na lata.
7- Usei aparelho uns 7 anos. Antes de colocar aparelho, eu tinha os dentes muito pra frente e nem fechava a boca direito e isso me rendeu apelidos vexatórios. Um dia, na piscina do clube, eu dei aquele mergulhão e meti os dentes no fundo da piscina. E perdi um pedaço do meu dente da frente. Tipo, o da frente do lado direito. E eu tenho uma restauração. Se ficar olhando muito, dá pra perceber... e é isso aí.

8- Eu faço a burguesa e durmo de meias desde que nasci, em qualquer época do ano.

9- Eu fui pra Buenos Aires nas minhas férias e não visitei o túmulo da Evita. Pronto, falei. PHODA-SE!

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Moderno surrealismo - Quando a vida imita a arte

Eu sempre gostei de arte moderna. Mas péralá: quando digo arte moderna estou me referindo ao movimento modernista fortes na década de 20, 30, 40 do século passado, e não de arte contemporânea. Me emocionam mais ainda os pintores. Ah, os pintores! Dalí, Picasso, Kandinsky, Monet, Van Gogh! A mistura de cores vivas, o impressionismo, as formas distorcidas que saíam do (in)consciente destes artistas sem a ajuda dos inúmeros recursos digitais de hoje, a casamento de elementos intransponíveis, a provocação de sensações em quem admira a arte. É um fascínio irracional. Simplesmente gosto.

A vida ultimamente anda feito uma pintura modernista. É tanta coisa surreal acontecendo ao mesmo tempo, provocando reações adversas em mim e em segundos e terceiros. O feriado renderia um belo canvas se eu pudesse pintar os seguintes elementos tudo junto e misturado:

- Seguranças simpáticos 
- Filas kilométricas
- Festa junina fashion fora de época
- Vodka e Cramberry juice
- Travestis
- Dancinhas das Spice Girls
- Mila do Netinho
- Girls who are boys, who like boys to be girls, who do boys like they´re girls, who do girls like they´re boys
- Um iphone perdido
- Um roxo na perna
- Outro roxo no pé
- Um joelho deslocado
- Dançando e rodando 
- Come on Alex! You can do it!
- Torpor descabido e necessário
- O sol nascendo desfocado
- Poucas horas de sono
- "Não se pode fazer um Monet com guache, Talitta." (Ana)

Tudo isso nem virou pintura ainda e já está provocando reações fortes no público. Presenciei muita alegria, gargalhadas, controvérsias, confusão, contradições e alguns egos feridos. Surpreendentemente, acho que até rolou uma raiva aí no meio. Sempre achei que eu pudesse provocar indiferença em alguém, mas raiva foi novidade. To me achando a Guernica de Picasso...

E no final disso tudo, eu só conseguia pensar em uma única coisa:

"Onde é que foi parar meu saco de amendoim japonês sem casca? QUEM COMEU?"

Ah, mas eu gosto muito de arte moderna! E viva a Independência desta terra tão querida!

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Con cojones, por favor!



Julieta Arroquy siempre sabe qué decir en estos tiempos.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Viagem

Mencionaram Foz de Iguaçu pra mim esses dias. 

Eu viajei pra lá com minha família há muitos anos atrás. Devia ter uns 12  anos as lembranças do lugar já estão um tanto quanto embaçadas. Lembro de ter sido uma das viagens mais longas e sacais que fiz de carro, sem contar o calor. Da cidade mesmo só ficou na memória os saguis, os texugos e as cataratas. Como sou muito urbanóide, nada disso me impressionou muito.

Fora as lembranças embaçadas, ficou só uma muito vívida. Ô cabeça boa pra lembrar o que não presta! Eu sempre falo da minha família, como falamos bobagem e alto o tempo todo, das piadas, das brigas. Mas no geral sabemos nos comportar em sociedade.

Lembro que em Foz nós fomos a uma pizzaria jantar. Daquelas tradicionais, de piso de cerâmica, forno a lenha, cadeiras de madeira escura e toalhas quadriculadas de azul e branco na mesa. Tinha algumas famílias também sentadas ao nosso redor. Meu irmão e eu frequentemente ficávamos entediados um com o outro e briguinhas não demoravam a aparecer. Ele, hiperativo que era, rabiscava a mesa, brincava com o saleiro, jogava os palitos de dente no chão... isso quando não saía da mesa pra roubar batata frita da mesa dos outros. Justo naquele dia eu reparei meu irmão muito quieto olhando para o chão da pizzaria. Que diabos! O que é que o pirralho estava olhando tão fixamente?

Ha. Catei.

Olhei pra ele e dei um sorrizinho como quem diria "Você tá vendo o que eu estou vendo?". Ele olhou pra mim e sorriu também. Tiramos o olhar do chão e começamos a rir baixinho juntos. Os pais ficaram curiosos e quiseram saber qual era a graça.

"- Endoidaram?
- Não.
- Baratas.
- Mentira.
- Juro.
- Fala baixo! Onde?
- Alí.
- Perto dos gordinhos.
- E aí?
- Fala pro garçom.
- Não, avisa a gerência.
- A não, esquece. Não estão incomodando a gente...
- Comboio em fila indiana, olha só...
- Coitadas. Tá muito quente, saíram pra dar uma volta só.
- Nossa... estão caminhando pra debaixo da mesa deles e..."

Mesa dos gordinhos:
"AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!
BARATAS!!!!!!!!!!!!!"

Com um estrondo, os gordinhos levantaram da mesa derrubando as cadeiras e começaram a sapatear ao redor da mesa quase como em coreografia. Gritavam "Mata! Mata!" e "Matei pai! Matei três!", enquanto uns subiam em cima das cadeiras que não caíram.

Na minha mesa, um olhou pra cara do outro e começamos a rir (mais) e só. Pagamos a conta, levantamos e saímos rindo. Definitivamente o ponto alto da viagem à Foz.

Gente phyna é outra coisa...

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Piadinha de Anão

Mimijando de rir.

Uma colega da Firma, desocupada que está, mandou pro meu e-mail uma piada de anão. Segue:
"Num vagão de metrô, um anão começou a escorregar pelo banco e um outro passageiro, solidário, o recolocou na posição.

Pouco depois, lá ia o anão escorregando e o mesmo passageiro o recolocava no assento.

Quando a situação se repetiu pela quinta vez, o homem, já irritado, esbravejou:
- Será que você não consegue ficar sentadinho direito?

Ao que o anãozinho respondeu:

- FDP !!!!..., há umas cinco estações estou tentando desembarcar e vc não deixa!"

 
Ah, eu rí né! Aí, pouco tempo depois encontro a colega da piada mais umas três, no nosso encontrinho vespertino de conferência de pedidos. Eis que a colega da piada vira pra mim rindo e me pergunta se eu lí a piada. Eu, também rindo, digo que sim. Começamos a comentar sobre situações constrangedoras no metrô e afins.

Aí, tem a segunda colega que ouviu a conversa e quis rir também. Essa é a colega do "fondue", que foi uma bela de uma anedota que contarei mais adiante. Mas enfim, a colega da piada contou a piada pra ela e eis que a UVA me fala:

"- HAHAHAHAHA! É sério isso?"

Pois é... Ela não entendeu. E eu que não seguro o riso, dei aquele escândalo, no meio da Firma... E a colega da piada nem pra explicar pra outra que era uma piada hein... E além de tudo, me implora:

 "- Ah, Talitta, meu! Não é pra por isso no blog!!!"

Coisa feia...

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Chicago

I find it interesting that my nonsense writing is of any comfort for someone in Chicago right now, even though I write in Portuguese. What an odd coincidence...

"I can´t see you but I know you are there..."