terça-feira, 26 de abril de 2011

Mordendo a língua

Assitir a programas de televisão populares e ler revistas de fofocas tem lá sua utilidade.

Tava eu na fila do aeroporto pra pegar meu vôo rumo à África. 

Meus pais me acompanhavam na fila, os três felizes, fazendo sempre os mesmos comentários absurdos sobre pessoas no aeroporto e seus hábitos cretinos de viagem. Notei que tinha atrás de mim um gordinha feliz e simpática, que fazia questão de sorrir muito quando ela achava que tinha alguém olhando na direção dela. 

Pensei:

" - Que Fulana mais abobada. Depois eu que sou estranha...".

Chegou a minha vez de fazer o check-in. A atendente ria histericamente com uma colega do balcão ao lado. Fiquei meio constrangida por estar sendo ignorada, pois estava tentando fazer o check-in num vôo vazio, numa fila que não andava nunca, e estava começando a entender o porquê da demora toda (atendentes dispersas).

Fiz aquela cara de galinha com sorriso amarelo florescente até que a atendente se dignou a olhar pra mim. Me pediu os documentos, deixou escapar nova risada e me disse:

" - Sabe quem vai viajar no mesmo vôo que você?
 - Errr... não. 
 - A Mulher Melancia! HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA!"

Eu não aguentei o cinismo todo dela e ri junto. 

Mas não podia ficar quieta, né? Entre risos e engasgadas, eu comentei meio alto com elas:

" - Favor me colocar beeeeeeeeem longe! Não quero ter que dividir meu assento com bunda de ninguém! Ela já fez o check-in? Quem é?".

Deu que nenhuma delas sabia dizer ao certo se a sub-celebridade já tinha feito o check-in ou não.  E todas rindo muito, terminei meu check-in e me mandei.

Dentro do avião eu notei que algumas pessoas estavam em cima de uma gordinha para tirar fotos e pedir autógrafo.
Moral da história: a gordinha simpática e abobada atrás de mim era a Mulher Melancia. E sim, ela continuava atrás de mim e relativamente perto enquanto eu fazia as minhas macacadas.


terça-feira, 12 de abril de 2011

Ah, hahahahahahhahahaha!

Jantarzinho na Terra do Nunca. Mãe resolve usar o tema "Japão", para homenagear as vítimas do terremoto e tudo e tals. Foi na Liberdade com a vizinha e as duas juntas compraram tudo para o jantar lá mesmo.

Preparado o jantar, está na hora de chamar o pai para nos agraciar com a sua companhia. A mãe, num tom phyno que me dá orgulho, grita do pé da escada:

" - Ô Gráááááááááááuso!!!! Desce logo que a vizinha já tá bêbada de saquê!".

O jantar esfriando é secundário.

(Ah, eu ri...)